1 ) Sem propostas absurdas
o mundo do consumo está repleto de exageros e declarações enganosas. E os consumidores estão se cansando disso. Com mais acesso à educação de qualidade vem uma postura mais crítica, que não engole mais o que a publicidade afirma. Bom para marcas que se posicionam de forma clara e honesta, dizendo o que podem e o que não podem cumprir.
Na prática na Índia, a Pantene, marca global de cuidados pessoais, desenvolveu a campanha Proof Not Promises (?provas e não promessas?) para que os consumidores apontassem declarações absurdas feitas por marcas de higiene e beleza, ou produtos que não funcionavam como prometido. Apenas um dos posts da campanha no Facebook, promovendo o evento Proof Walk (um hair show envolvendo celebridades e blogueiras famosas), recebeu mais de cem mil Likes.
2 ) Meus próprios valores
a questão da autenticidade cultural é cada vez mais importante em um mundo globalizado, em que ocorre uma homogeneização de usos e costumes. Os consumidores querem produtos e serviços que tenham raízes culturais profundas e autênticas, tanto no mundo analógico quanto no digital.
Na prática em setembro de 2014, o Thai Delicious Committee, uma iniciativa governamental financiada pela Agência Nacional de Inovação da Tailândia, lançou a Língua Eletrônica, um equipamento que testa alimentos para assegurar que eles sejam autênticos da culinária local e estejam de acordo com os padrões gastronômicos do país. O equipamento usa sensores para detectar assinaturas químicas nos pratos e, assim, medir sabor e aroma.
3 ) A força da união
a expansão das mídias sociais amplia o alcance das vozes de pessoas comuns, que passam a ser ouvidas e podem iniciar ações transformadoras. Em 2015, marcas, governos e instituições facilitarão e darão poder aos cidadãos para fazer mais, com base no poder coletivo.
Na prática nas Filipinas, a Globe Telecom, maior operadora de telecomunicações do país, lançou em junho de 2014 a campanha #StopSPAM, com uma plataforma on-line que permitia aos usuários de celulares reportar spams e vírus. Os spammers recebiam advertências e aqueles que continuassem incomodando os clientes foram desconectados da rede.
4 ) Luxo made in China
embora a China seja famosa pelo baixo custo dos produtos, o país tem buscado espaço no cenário mundial de luxo. Os consumidores locais estão interessados em consumir qualidade, autenticidade, artesanato e herança cultural do próprio país.
Na prática a Qeelin é uma rede de joalherias inspirada na herança mística e cultural chinesa, com linhas de produtos que incorporam caracteres e simbologias do país. Mesmo em meio ao desaquecimento do mercado de luxo, no ano passado a empresa teve um aumento de mais de 10% em suas vendas em mesmas lojas. Os planos incluem duplicar o número de pontos de venda no país, por conta da demanda.
5 ) Olhar o essencial:
para nós a Ásia pode ser símbolo de alta tecnologia, mas na região há 733 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da miséria e 533 milhões estão desnutridas. Milhões também não têm acesso a água potável. Soluções criativas para a base da pirâmide continuam tendo grande demanda.
Na prática no Sri Lanka, os jornais impressos se transformaram em um canal de inovação. Durante a Semana Nacional de Combate à Dengue, em maio, o diário ?Mawbima? publicou uma edição com tinta repelente ao mosquito Aedes aegypti. A tiragem se esgotou às 10 horas e as vendas subiram 30% em relação a um dia comum e a iniciativa alcançou cerca de 300 mil pessoas.
A edição 2015 do BR WEEK, principal evento de varejo do Brasil, terá como tema central ?A força da eficiência?. No evento, Luciana Stein, diretora da Trendwatching.com, mostrará o impacto das mudanças de comportamento dos consumidores sobre os negócios do varejo. Acompanhe a palestra ?Reinvente sua empresa! As tendências do comportamento do consumidor e seu impacto sobre o varejo? no dia 28/07, das 12h às 12h30. Confira a programação completa do BR WEEK 2015 em www.brweek.com.br





