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ESG que funciona: conheça o trabalho da foodtech Connecting Food

ESG que funciona: conheça o trabalho da foodtech Connecting Food

Conheça a missão e o valor social em ESG da Connecting Food, que utiliza tecnologia na redistribuição inteligente de alimentos evitando desperdícios

O tema ESG vem despertando interesse nos mais diversos segmentos mundo afora. No Brasil, além de grandes companhias investirem nessa agenda, pequenas empresas crescem com boas ideias junto ao apoio de organizações voltadas ao tema.

Recentemente, o Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, anunciou os resultados das cinco startups que tiveram projetos pilotos aplicados na primeira edição do Programa Ecco Comunidades.

O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de pilotos em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).

A Connecting Food, foi uma dessas startups comtempladas no programa. A foodtech, que faz a gestão inteligente da doação de alimentos excedentes, atua no município de Lucas do Rio Verde (MT), onde criou uma rede de redistribuição de alimentos, conectando organizações onde há sobra de alimentos com organizações que distribuem alimentos. Ao todo são 13 organizações doadoras e 7 receptoras. E os números impressionam: 1.9 tonelada de alimento doados e uma capacidade de doação de 9.6 toneladas para os meses seguintes.

Leia mais: A credibilidade das foodtechs: revolução ou atraso na alimentação?

Os impactos em ESG no social

Diversas outras iniciativas foram impactadas com a ação da Connecting Food naquela região. A reativação de uma política pública, um projeto de lei para regulamentação de bancos de alimentos, estabelecimento de parceria para colheita urbana com a prefeitura e outra parceria em andamento para implementar um banco de alimentos no mercado produtor com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura.

Para conhecermos um pouco mais sobre a Connecting Food, conversamos com sua fundadora e CEO, Alcione Pereira, uma engenheira de alimentos com visão empreendedora e interessada no valor de negócios de impacto social em ESG.

CM – Como nasceu a ideia do projeto Connecting Food?

A Connecting Food nasceu a partir da minha vontade pessoal em reunir meus 15 anos de experiência profissional atuando em grandes empresas nas áreas de supply chain e projetos estratégicos, em prol de uma grande causa social.

O tema “desperdício de alimentos” veio de uma reflexão natural – como trazer eficiência para essa grande ineficiência nas cadeias de alimentos? Como engenheira de alimentos, busquei referências e modelos de atuação por meio de vários benchmarks em todo o mundo e, por meio da formação em empreendedorismo de impacto social realizado no laboratório do Social Good Brasil, desenhei e implantei o primeiro piloto (2016-2017) de conexão entre excedentes de alimentos e organizações sociais.

Alcione Pereira, fundadora e CEO da Connecting Food – (foto: divulgação)

CM – Como é a cultura empresarial no Brasil para apoio e parcerias com projetos nessa pegada?

O apoio ao empreendedorismo de impacto social no Brasil tem um bom caminho a percorrer dado que vivemos em um país com grandes desafios sociais sistêmicos (saúde, educação, moradia, alimentação).

Na atual conjuntura brasileira, pós-pandemia e com indicadores críticos no âmbito social (são mais de 125 milhões de pessoas passando fome no país, por exemplo), o investimento social privado (ISP) assume um papel extremamente estratégico no apoio aos negócios de impacto social e, portanto, na redução dos impactos sofridos pelas populações mais vulneráveis.

Iniciativas como o Programa Ecco Comunidades, por exemplo, servem de inspiração sobre como o ISP funciona de forma eficiente na prática, com resultados e transformações significativas nos territórios.

CM – Quais são os maiores desafios para articular e organizar projetos dessa natureza no Brasil?

O primeiro desafio é trazer o entendimento ao meio empresarial que o ISP pode ser uma solução estratégica, quando associado a empresas de impacto social, para minimizar os impactos de grandes problemas sociais.

É colocar em prática o “S” do ESG (environmental, social and governance). Em seguida, a curadoria dos projetos deve ser minuciosa, uma vez que os impactos sociais devem ser direcionados efetivamente para as populações mais vulneráveis. Em terceiro, é importante haver o envolvimento das pessoas do território nas implantações, um esforço conjunto e com propósito e objetivos comuns estabelecidos.

CM – Como você percebe o interesse, incentivo e apoio por parte de órgãos governamentais no Brasil para o desenvolvimento de projetos como o da Connecting Food?

No momento, não existem programas governamentais relacionados à promoção do acesso de alimentos ou segurança alimentar às populações vulneráveis no Brasil, nem para apoio aos negócios de impacto em geral. Não percebo uma movimentação ou interesse neste sentido.

CM – Quais são os próximos passos da Connecting Food visando a ampliação, alcance e evolução do modelo no Brasil?

Estamos muito animados em expandir o modelo piloto que implantamos na cidade de Lucas do Rio Verde em outros municípios brasileiros, fruto de nosso projeto no programa Ecco Comunidades (implantamos uma modalidade chamada “colheita urbana”, que trata de uma rota logística de coleta de excedentes de alimentos bons para consumo e conexão com organizações sociais).

Por se tratar de uma solução de baixo custo e ótimos resultados, pode ser facilmente replicada como uma das soluções para minimizar os impactos da fome no Brasil. Além disso, estamos trabalhando para levar nossa tecnologia de redistribuição inteligente de alimentos para grandes players nas áreas da indústria, varejo e restaurantes.

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