O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou em fevereiro um recuo de 4,9% em relação a janeiro, caindo para 85,4 pontos. O valor representa a segunda queda mensal consecutiva do índice e é o menor da série histórica, iniciada em setembro de 2005.
O número de janeiro já era o recorde negativo do ICC, ficando aquém até mesmo dos 94,7 pontos registrados durante a crise internacional de 2008. Para a FGV, a alta da inflação, somada ao aumento dos juros, às piores perspectivas do mercado de trabalho e às crises hídrica e de energia geraram uma onda de pessimismo. ?Essa percepção negativa sobre os rumos da economia deve contribuir para aprofundar a desaceleração do nível de atividade?, afirmou em nota Tabi Thuler Santos, especialista em análises econômicas da FGV.
O Índice de Situação Atual (ISA), que avalia a percepção das condições presentes da economia, recuou 7% em fevereiro na comparação mensal, para 82,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu 4,2%, para 87 pontos. Trata-se também da mínima histórica desses dois componentes do ICC.






