Comprar não é apenas consumir. Para milhões de brasileiros, especialmente das classes C, D e E, cada escolha de compra carrega o peso de um sacrifício. É preciso fazer contas, negociar prioridades e, muitas vezes, abrir mão do essencial. Em um cenário de renda instável, inadimplência crescente e bombardeio de estímulos, como equilibrar desejo, necessidade e responsabilidade? O que, afinal, as empresas precisam entender – e mudar – para conquistar e servir esse consumidor com mais ética, sensibilidade e inteligência?
Essas são as perguntas que norteiam o novo estudo da CX Brain, Skill Tech do Grupo Padrão, Consumo, Sensibilidade e Estratégias de CX para Baixa e Média Renda. A partir de uma metanálise de dados, o material propõe uma reconfiguração estratégica profunda: em vez de vender para escalar, é hora de projetar para proteger – e fidelizar a partir da previsibilidade, não da urgência.
Maturidade funcional
Entre os principais achados, o estudo revela que esse público está cada vez mais digitalizado – principalmente via celular – e usa canais como WhatsApp e aplicativos para resolver tudo: da compra ao pagamento. A preferência por soluções simples e ágeis não significa desinformação, mas sim maturidade funcional. O consumidor busca vantagem clara, reputação sólida e recompensas que façam sentido – não narrativas aspiracionais ou jornadas complexas demais.
Outro ponto crítico é a influência das plataformas de apostas online, que já comprometem uma fatia relevante do orçamento das famílias de baixa renda. Diante disso, a CX Brain propõe que marcas criem experiências com “microconquistas reais”: cupons, metas de economia, programas de pontos simples e gratificações diretas que substituam a lógica emocional das apostas por vínculos mais consistentes e funcionais.
O estudo também aponta os riscos do “paradoxo da escala”: lançar mais produtos ou créditos para esse público, sem entender sua elasticidade financeira, tende a gerar frustração, rotatividade, inadimplência e aumento do custo de aquisição – sem o retorno proporcional. É um ciclo vicioso que desgasta o consumidor e esgota as empresas. A saída está na construção de jornadas claras, promessas viáveis e um novo olhar sobre o que realmente gera valor em tempos de escassez.
No final das contas, não se trata apenas de vender – mas de oferecer escolhas que respeitem o esforço de quem consome todos os dias no limite. Baixe o paper completo e conheça os dados, frameworks e caminhos práticos para transformar seu relacionamento com os consumidores que já estão cansados de viver à margem do CX.
Seminário Credit and Collection Experience
Ao longo da semana, compartilhamos uma série de indicações para você ficar mais moderno. Perdeu alguma dica? Confira agora e se inscreva para receber a CM News na sua caixa de entrada!
E, falando em consumo responsável e educação financeira, como lidar com um cenário de inadimplência galopante para ajudar os brasileiros a consumirem de forma mais consciente e empoderada? É disso que o Seminário Credit and Collection Experience (CCX) irá abordar!
Com especialistas e lideranças do setor de crédito e recuperação, o evento irá discutir os desafios e soluções para reduzir o endividamento do consumidor brasileiro. O CCX acontece no dia 29 de julho, terça-feira, a partir das 9h. Inscreva-se já e não fique de fora do Crédito 4.0!
Brevidade inteligente
Na era de vídeos curtos, esgotamento mental e tecnologias aceleradas, a concorrência se dá cada vez mais no terreno da atenção. Então, ao invés de insistir em práticas passadas, que tal modernizar a forma como se comunica com seus clientes, seus colaboradores e seus seguidores?
Nesse novo cenário, para conquistar o interesse do outro, é preciso dizer muito com pouco. É aí que entra Brevidade inteligente, livro de Jim VandeHei, Mike Allen e Roy Schwartz.A obra ensina a técnica para adaptar a maneira de se comunicar, apresentando as informações mais relevantes e indo direto ao ponto – sem enrolação e com muita relevância.
E o melhor: o livro segue a mesma técnica ensinada pelos especialistas. Trata-se de uma leitura fluida, rápida, com tudo o que mais importa, sem firulas. Vale conferir!
Escrever é humano
As definições de escrita, imaginação e autoria foram atualizadas. Com isso, o ofício do escritor também está em transformação. Mas, quais são os impactos disso na vida de quem cria, escreve e imagina histórias e narrativas?
Em Escrever é humano: Como dar vida à sua escrita em tempos de robôs,o autor e jornalista Sérgio Rodrigues faz questão de reforçar que se trata de um trabalho mental e humano. E, na era da IA, poucas pessoas serão capazes de escrever com valor.
Técnica, regras gramaticais, estruturas de parágrafos, qualquer IA dá conta. Mas, os escritores do futuro serão aqueles que se agarrarão àquilo mais intrínseco à humanidade: a surpresa, o espanto e a linguagem.






