Com cada vez mais aplicativos fazendo parte da vida das pessoas, e conteúdos em vídeo e fotos formando uma nova dinâmica de consumo e expressão, o armazenamento em smartphones se torna uma pedra no sapato dos consumidores. Pensando nisso, a Claro ampliou sua estratégia de diversificação ao incorporar serviços de armazenamento em uvem aos planos móveis pós-pagos, em parceria inédita no Brasil com Google e Apple.
O anúncio, realizado nesta quarta-feira, 23, ocorre em meio a um movimento do setor de telecomunicações, que busca reduzir a dependência da receita de conectividade e avançar na oferta de serviços digitais integrados.
Na prática, os novos planos passam a incluir assinaturas do Google One ou do iCloud+, com franquias de dados entre 50GB e 500GB e preços a partir de R$ 124,90 mensais. Em ofertas convergentes, como o Claro Multi, clientes podem adicionar até cinco linhas e acessar até 2TB de armazenamento em nuvem.
Ecossistema para eliminar fricções
O movimento responde a uma demanda recorrente entre usuários de smartphones, relacionada à limitação de espaço para armazenamento de fotos, vídeos e aplicativos.
“A estratégia é construir um ecossistema de parcerias com empresas que desenvolvem tecnologia, como OpenAI, NVIDIA, Apple e Google, para oferecer soluções que resolvam problemas reais dos clientes”, diz Marcio Marques, CEO da Claro.
“A proposta é eliminar a fricção associada à gestão de memória dos dispositivos, incorporando o serviço de forma nativa ao plano”, complementa Marcio Carvalho, CMO da Claro.
Segundo o executivo, o modelo também captura ganhos de escala ao consolidar serviços digitais em uma única fatura, com economia estimada entre 40% e 45% frente à contratação individual. “O movimento está alinhado à construção de um ecossistema de parcerias tecnológicas capaz de entregar soluções mais completas ao consumidor”, diz.
Carvalho explica ainda que, em caso de cancelamento, os dados permanecem disponíveis por um período determinado pela plataforma. Depois disso, o cliente pode reduzir o plano ou ter conteúdos excluídos conforme as regras do serviço.
Avanço em Inteligência Artificial
O movimento vem na esteira de um investimento de R$ 1 bilhão anunciado pela Claro em 2025 para infraestrutura de nuvem, com expansão de data centers e fortalecimento de parcerias com provedores globais.
Em março deste ano, a companhia comprou o controle da Desktop, provedora de internet com forte atuação no interior de São Paulo, em uma operação avaliada em cerca de R$ 4 bilhões. O acordo foi fechado com os atuais controladores da empresa, o fundo Makalu Brasil Partners e os fundadores.
A estratégia é complementada por investimentos em Inteligência Artificial. Em fevereiro, a Claro tornou-se a primeira empresa da América Latina certificada como parceira de nuvem da NVIDIA, em colaboração com a Oracle.
A certificação permite operar infraestrutura de computação acelerada, habilitando o desenvolvimento de aplicações baseadas em IA, como modelos de linguagem, automação de processos e otimização de redes. A expectativa é que essas capacidades ampliem a eficiência operacional e viabilizem novos serviços digitais.
No segmento de banda larga, a companhia também anunciou o lançamento de planos de fibra com velocidades de 1, 5 e 10 Giga, baseados na tecnologia XGS-PON e integrados ao padrão Wi-Fi 7. A oferta busca atender a um perfil de consumo caracterizado por múltiplos dispositivos conectados, uso intensivo de streaming e aplicações de baixa latência.





