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As cidades mais caras para um Reveillon de última hora

As cidades mais caras para um Reveillon de última hora

Checamos o preço no Airbnb para 23 cidades do mundo durante a virada. Spoiler: o Rio ficou em 9º. Veja a lista completa
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Não planejou nada ainda para a virada do ano e quer fechar uma viagem de última hora? Bem, temos uma dica: fuja de Dubai. A capital dos Emirados Árabes está com as diárias mais caras em uma lista de 23 cidades para se passar o último final de semana de 2016 (o dia 1º de janeiro será no domingo).

A Consumidor Moderno passou a última semana pesquisando o quanto custaria alugar, a menos de duas semanas de um dos feriados mais universais do ano, um local para se hospedar em algumas das cidades mais turísticas do mundo. As buscas foram feitas para casal, considerando apenas apartamentos e casas alugados completos pelo Airbnb (quartos privativos e compartilhados foram excluídos).

Procuramos por habitação nas 20 cidades que mais receberam turistas em 2016, de acordo com ranking anual feito pela MasterCard chamado “Global Destination Cities Index” (veja aqui, em inglês). Além disso, também acrescentemos três dos principais destinos nacionais – São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador – embora nenhuma cidade brasileira ou da América Latina conste na lista. As pesquisas consideraram os imóveis disponíveis entre sexta-feira, 30 de dezembro, e domingo, 1 de janeiro.

Em Dubai, o preço médio para passar uma noite nestas dadas estava custando nada mais nada menos do que R$ 2.036, podendo chegar até R$ 2.891 se considerada a média do bairro mais caro da cidade (no caso, Palm Jumeirah, o arquipélago artificial de luxo construído na costa da cidade).

No Rio de Janeiro, a mais cara entre as brasileiras, o turista pagará algo em torno de R$ 832 para se hospedar, o que deixou a ex-sede das Olimpíadas na 9º posição da lista, com preços mais salgados do que destinos clássicos como Roma (R$ 574), Viena (R$ 757) e até mesmo Londres (R$ 770), a segunda cidade mais turística de 2016 (veja o gráfico ao fim).

Os proprietários de Salvador, em 14º, estão cobrando em média R$ 516 pelo empréstimo de seu imóvel por um dia, enquanto São Paulo vai na contramão e se equipara às mais baratas, com diárias de R$ 412, na 17ª posição.

As mais baratas
A lista, porém, guarda uma ótima notícia: a cidade mais desejada do mundo – Bangkok foi o destino campeão de 2016, com 21,4 milhões de visitantes – é também uma das mais baratas. A segunda mais barata, mais precisamente.

O aluguel médio de um apartamento na capital da Tailândia sai por apenas R$ 242 por dia, atrás apenas de Kuala Lumpur, capital da Malásia. Lá a diária média é de R$ 240.

Taipei, em Taiwan (R$ 1.929), Nova York (R$ 1.278) e Tóquio (R$ 1.275) também apareceram entre as mais caras, enquanto Istambul (R$ 295) e Shangai  (R$ 296), no fim da lista, são ótimas opções para quem quer economizar.

Os fatores para o preço são vários. O custo das cidades, ou moedas muito caras, como são o euro e a libra, pesam na conta. Mas o fator “última hora” também é importante.

Boa parte das cidades tinham “menos de 5% dos anúncios disponíveis para estas datas”, conforme informa o Airbnb em suas buscas. Na prática, é bem provável que as opções mais baratas já tenham sido levadas faz tempo, o que puxa a média para cima.

Além disso, algumas cidades pequenas tinham especialmente poucas opções, caso de Viena, por exemplo, onde haviam na última quarta-feira (14/12) apenas 14 opções de casas disponíveis – 48 se considerada a região metropolitana.

No coração das cidades
É claro que, a depender do tamanho da cidade e de como se distribui, o preço médio pode não dizer muita coisa. Por isso, também averiguamos as diárias nos quarteirões que formam o centro destas cidades e nas áreas onde estavam concentradas as opções mais caras.

O centro de Londres (R$ 1.653), por exemplo, tem preços 114% mais altos do que a média total e alça a cidade da 10ª para a segunda posição entre as mais caras. Em Paris, os bairros periféricos ajudam a baixar a média da cidade para apenas R$ 393 (menos que Rio e São Paulo), mas ficar na Champs-Elysée custa quase o triplo (R$ 908).

A maior variação está em Osaka, vizinha de Tóquio e 17º destino mais visitado em 2016. O preço para ficar em Tamatsu (R$ 2.907),  bairro nobre da cidade, é praticamente o quadruplo da média (R$ 462).

Nas brasileiras, uma excentricidade: as três estão entre as únicas onde ficar no centro sai mais barato do que no restante da cidade. O centro de Salvador (R$ 366) é 29% mais barato que a média local (R$ 516) e, no Rio, paga-se 41% menos (R$ 489) para se hospedar perto da Central do Brasil e longe da praia. A média carioca é de R$ 832, e no bairro mais caro – o Leblon – o turista pagará R$ 1.234, em média.

Em São Paulo, ficar no centro pode ser 33% mais barato que a média (R$ 412). A diária de um anúncio do Airbnb para o Reveillon paulistano na Praça da Sé gira em tordo de R$ 275 – o terceiro centro mais barato da lista, à frente apenas de Bangkok e Kuala Lumpur.

É também apenas em Kuala Lumpur (-18%), além de Barcelona (-20%), Dubai (12%) e Hong Kong (-6%), que ficar no centro é economia – não por acaso, seis destas oito cidades são litorâneas. Em todas as outras, ficar na região central sai mmais caro.

Vejas os valores das diárias e a lista completa de cidades mais visitadas:

 

 

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