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O propósito do bem-estar e a Chilli Beans

O propósito do bem-estar e a Chilli Beans

Em entrevista exclusiva, Denize Savi, Chief Happiness Officer da Chilli Beans, conta como é impulsionar o bem-estar do colaborador e trazê-lo para o centro da estratégia do negócio da marca

Promover o bem-estar e a felicidade dentro de uma empresa e manter colaboradores satisfeitos e trabalhando por um propósito e paixão não é tarefa das mais fáceis dentro de uma organização. Entretanto, uma gestão estratégica da felicidade no ambiente corporativo traz impactos positivos na produtividade e, claro, nos resultados dos negócios.

Sempre atenta a este valor, a Chilli Beans anunciou recentemente Denize Savi como Chief Happiness Officer (CHO) da Chilli Beans. A executiva será responsável pelo fortalecimento de um programa exclusivo de bem-estar e felicidade dentro da companhia.

De acordo com a Chilli Beans, o trabalho do CHO “vai muito além do happy hour”. De maneira geral, o especialista é o grande incentivador e influenciador do tema da felicidade na organização. É o profissional que vai liderar o debate sobre saúde mental e bem-estar nos diversos ambientes da empresa.

“Foi com enorme satisfação que aceitei este desafio. Este projeto incrível foca no bem-estar das pessoas – minha principal missão – e aplica métodos capazes de energizar as pessoas para que apliquem no trabalho não apenas a sua capacidade técnica a talento, mas também a sua paixão. Por esse motivo, a ação é um match perfeito entre a ciência da felicidade e a gestão estratégica que precisa entregar resultados”, explica Denize. Para ela, “felicidade corporativa trata sobre experiências constantes e duradouras para o colaborador se sentir reconhecido, valorizado e realizado no ambiente profissional”.

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Sempre se pode melhorar

O novo projeto atua ao lado dos setores de crescimento e desenvolvimento da Chilli Beans, liderando o debate sobre saúde mental e bem-estar nesses ambientes. Na prática, a consultoria costuma iniciar seu plano de ação com pesquisas qualitativas e quantitativas a respeito do bem-estar dos colaboradores. A partir desse entendimento, cria-se um diagnóstico e são traçadas iniciativas que façam sentido no grupo, de reuniões de feedbacks a mudanças de tarefas. Além disso, analisa a cultura organizacional da empresa e o alinhamento de liderança.

“Tenho pessoas que trabalham comigo na Chilli Beans há mais de 20 anos. A galera é feliz aqui dentro. Mas é claro que sempre podemos melhorar. Queremos cuidar ainda mais do nosso bem mais precioso, que são as pessoas”, comenta Caito Maia, fundador da Chilli Beans.

“É importante ressaltar que felicidade corporativa não deve se limitar a um programa pontual na empresa, porque o programa tem começo, meio e fim. A partir do momento que a pauta entra na organização ela deve permanecer, se tornar um pilar. Por isso a importância do cargo de CHO (Chief Happiness Officer), para manter os esforços de olhar sempre para o bem-estar do colaborador”, complementa Denize Savi.

Qualidade de vida no trabalho passou de uma mera necessidade para um imperativo,
mas a maioria das empresas ainda não se atentou para isso 

A felicidade corporativa é a terceira onda de mudanças no mercado de trabalho

Denize Savi é especializada em Ciência da Felicidade, com MBA em Psicologia Positiva, Neurociência e Comportamento; além de coordenar a ONG Doe Sentimentos Positivos – projeto de gentileza urbana sediado em São Paulo. “Eu gosto de brincar que eu entrego flores com meu conhecimento para que as pessoas cultivem o seu próprio jardim”, define a especialista. Abaixo, conversamos um pouco mais com Denize sobre essa área da Chilli Beans e outros aspectos sobre bem-estar e trabalho. Confira!

CM – Comente um pouco sobre o início da criação dessa área na Chilli Beans. Qual foi o “gatilho”?

Denize Savi – Não houve um gatilho e sim uma abertura para um tema que é novo no mercado. Eu apresentei a proposta ao Caito, ele entendeu o conceito, concordou com o projeto e abraçou a causa. Começamos a rodar um programa de felicidade em janeiro, conduzido pelo consultor em felicidade corporativa, Vinícius Kitahara. Esse programa tem duração de um ano. E é só o início de um trabalho que visa focar na saúde mental dos colaboradores e na construção de um ambiente positivo e seguro, onde existam relações de qualidade e confiança e um sentimento de pertencimento.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, felicidade corporativa não é ser uma empresa descolada, que abraça a diversidade, onde pode levar o pet, não tem dress code, pode fazer home office, etc. Isso tudo já existe na Chilli Beans, mas não é isso que faz uma empresa feliz. O que faz uma empresa feliz vem antes de tudo isso. É investir na saúde mental dos trabalhadores e, consequentemente, na satisfação com a vida profissional. Uma empresa não é feita de processos, é feita de pessoas. É preciso criar uma cultura humanizada.

A Chilli Beans é (e sempre foi) uma empresa visionária quando o assunto é gente. Quando nem se falava em diversidade, já abraçava a causa, empregando jovens que não eram aceitos em outras empresas por serem tatuados ou homossexuais. Além disso, dava oportunidade para eles crescerem dentro da empresa. E mais uma vez ela está sendo visionária investindo na felicidade dos colaboradores.

A felicidade corporativa é a terceira onda de mudanças no mercado de trabalho. A primeira onda foi a da sustentabilidade, a segunda da diversidade e agora estamos olhando para a felicidade do trabalhador, tendo em vista o aumento significativo de casos de Burnout no mundo inteiro. Qualidade de vida no trabalho passou de uma mera necessidade para um imperativo, mas a maioria das empresas ainda não se atentou para isso.

Não existe um modelo ideal

CM – Muito se fala em Costumer Experience como pilar de sucesso hoje. Como é transferir esse valor da boa experiência e da felicidade para a alta liderança tendo o colaborador como foco principal? Employee Experience (EX) precisa ser pauta da alta liderança para dar certo?

Denize Savi – Se não for top down não funciona. É preciso introduzir a pauta junto a alta liderança, explicar, por exemplo, que felicidade no trabalho está dentro dos critérios de ESG, no pilar social. O pilar social do ESG não diz respeito somente as questões relacionadas aos impactos sociais da empresa em sua comunidade, mas também sobre trabalho justo, diversidade e inclusão e segurança psicológica na empresa.

É sobre desenvolver uma cultura humanizada para promover um ambiente com empatia, respeito e autonomia. Sem a chancela da alta liderança essa cultura não se estabelece. Aliás, o trabalho começa com a alta liderança que precisa entender o seu papel na construção desse ambiente humanizado.

Assim como o Costumer Experience tem o cliente como centro das decisões, o Employee Experience (EX) tem o colaborador como foco das decisões tomadas pelo RH. O objetivo do EX é promover ações que visam o crescimento e bem-estar das equipes. E essa atenção ao profissional deve ser dada desde o momento do processo seletivo até o momento do seu desligamento.

ESG não diz respeito somente as questões relacionadas aos impactos sociais da empresa, mas também sobre trabalho justo, diversidade e inclusão e segurança psicológica

CM – Como a Chilli Beans mensura esse trabalho em “happiness” dentro da companhia?

Denize Savi – A felicidade é muito subjetiva. Somos quase 8 bilhões de pessoas no mundo e se perguntarmos o que é felicidade para cada um de nós teremos as respostas mais distintas. Mensurar felicidade é um grande desafio. Não existe um modelo ideal de planejamento para trabalhar a felicidade dentro das organizações porque o assunto ainda é muito novo. Há algumas linhas a serem escolhidas. Tudo, claro, com embasamento científico.

O primeiro passo é definir o que será a felicidade no trabalho dentro da organização. O que cabe nessa organização. O que a cultura da empresa permite trabalhar. Na Chilli Beans optamos em fortalecer ainda mais as conexões humanas, já que desde sempre é uma empresa focada em pessoas. Para isso, nos pautamos na pesquisa mais longa sobre felicidade, que vem sendo realizada pela Universidade de Harvard de forma contínua há 86 anos. Nesse estudo os pesquisadores identificaram que o fator que mais contribui para a nossa felicidade de longo prazo são os bons relacionamentos.

Com base nessa pesquisa levamos ferramentas científicas que propiciam a integração dos times e o desenvolvimento de um ambiente com segurança psicológica, no qual os colaboradores se sentem seguros para dizerem o que pensam.

Ao final do programa haverá uma mensuração de felicidade para entender como cada um se sente em relação ao trabalho, a empresa, aos líderes e aos colegas. E a partir do resultado dessa pesquisa daremos continuidade a pauta felicidade reforçando os pontos positivos e ajustando possíveis gaps. O objetivo é fazer com que o colaborador tenha a percepção de que o tempo no trabalho é bem vivido, que ele construa bons relacionamentos, se sinta motivado e veja valor e propósito no que faz.

Desafio é levar conhecimento sobre Ciência da Felicidade
para dentro das empresas

CM – Como esse trabalho interno impacta na experiência do cliente com a marca?

Denize Savi – Se pararmos para pensar que toda a cadeia envolve pessoas, desde a concepção de um produto ou serviço até o relacionamento com o cliente, então é imprescindível colocar as pessoas no centro dos processos. E isso deve começar dentro da empresa.

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia mostrou que um trabalhador feliz é, em média, 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e vende 37% a mais em comparação com outros. Tudo isso porque se sente mais motivado e engaja muito mais no trabalho. Isso, claro, impacta também no trato com o cliente e, consequentemente, na experiência do cliente com a marca.

CM – Quais são os principais desafios que você enxerga nesse tema para as empresas? 

Denize Savi – Por ser um tema novo, a alta liderança ainda não compreende muito bem a dimensão e principalmente a profundidade dele. Existe uma confusão na cabeça das pessoas quando o assunto é felicidade. A maioria acha que felicidade é alegria e que felicidade no trabalho se resume a criar ambientes de descompressão como salas de jogos, massagem, cafeteria, espaço para comemorações, entre outros itens. Mas não é isso. Ou melhor, não só isso.

O desafio é levar o conhecimento sobre Ciência da Felicidade para dentro das empresas, começando pelos C-Levels para que o tema ramifique e alcance toda a cadeia. É possível introduzir o tema com um programa de felicidade, mas só isso não é suficiente. É muito importante a manutenção do trabalho com o ofício do Chief Happiness Officer ou Gestor Executivo de Felicidade.

Dicas de leitura

Perguntamos a Denize Savi se ela poderia nos indicar alguma leitura inspiradora sobre o tema. Veja quais foram as dicas da especialista:

“Tem um livro muito interessante baseado no curso de Ciência da Felicidade da Universidade de Harvard, que chama-se ‘O Jeito Harvard de Ser Feliz’, escrito por Shawn Achor. Nele o autor explica que nós não seremos felizes quando alcançarmos o sucesso, e sim só alcançaremos sucesso se formos felizes. O inconsciente coletivo nos diz que se nos empenharmos muito, formos superprodutivos, sacrificando inclusive nossa saúde, alcançaremos o sucesso aí então seremos felizes. Mas essa fórmula funciona de maneira inversa, é a felicidade que impulsiona o sucesso”.

“Outro livro importante na área é o recém-lançado “Feliciência: Felicidade e Trabalho na Era da Complexidade”, da pesquisadora Carla Furtado. É uma espécie de guia para quem trabalha com o tema nas empresas. Ela traz uma combinação de estudos científicos e aponta caminhos para o desenvolvimento das ferramentas da Ciência da Felicidade nas organizações”.



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