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Três anos depois da chegada do ChatGPT, estudo revela uso da IA no dia a dia

Três anos depois da chegada do ChatGPT, estudo revela uso da IA no dia a dia

A IA deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica e passou a ocupar um papel central no trabalho, na vida pessoal e na geração de valor.
A IA deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica e passou a ocupar um papel central no trabalho, na vida pessoal e na geração de valor.
Foto: Shutterstock.
Um estudo da OpenAI em parceria com Harvard revela que o ChatGPT já faz parte do cotidiano de milhões de pessoas, equilibrando usos pessoais (70%) e profissionais (30%). A pesquisa mostra democratização no acesso e forte expansão em países emergentes. Além de apoiar tarefas práticas, a IA amplia a tomada de decisão e reforça a ideia de que seu acesso deve ser um direito básico.

Três anos após seu lançamento, o ChatGPT segue consolidado como uma das maiores inovações disruptivas da era digital. O modelo de Inteligência Artificial generativa, que rapidamente caiu no gosto popular, é um divisor de águas no setor de tecnologia. E, agora, tem seu primeiro retrato detalhado de como está sendo usado pelo público.

Um estudo conduzido pela equipe de Pesquisa Econômica da OpenAI, em parceria com o economista David Deming, da Universidade de Harvard, e publicado pelo National Bureau of Economic Research (NBER), analisou 1,5 milhão de conversas preservando a privacidade dos usuários. O levantamento, feito sobre uma base de 700 milhões de usuários ativos semanais, é considerado o mais abrangente já realizado sobre a adoção real da IA pelo consumidor.

Quem está usando?

Os dados mostram que o acesso ao ChatGPT está cada vez mais democratizado. Em 2024, apenas 37% dos usuários tinham nomes tipicamente femininos. Já em julho de 2025, a proporção subiu para 52%, indicando que a ferramenta alcançou maior equilíbrio entre gêneros.

Outro ponto relevante da pesquisa é o crescimento em países de baixa e média renda. Em maio de 2025, a taxa de expansão nesses mercados foi mais de quatro vezes superior à registrada em nações de alta renda. Sinalizando, assim, que a IA não é mais um privilégio restrito a grandes centros tecnológicos.

Para que serve no dia a dia?

De acordo com o levantamento, três em cada quatro conversas com o ChatGPT estão relacionadas a tarefas cotidianas. A maior parte envolve busca de informações, orientações práticas e escrita, sendo esta última a atividade de trabalho mais comum. Já a codificação e a autoexpressão aparecem como usos de nicho.

O estudo também identificou três padrões de interação:

  • Perguntar (49%): usuários recorrem à IA como consultora, valorizando mais o aconselhamento do que a execução de tarefas;
  • Fazer (40%): interações orientadas a resultados, como elaboração de textos, planejamento ou programação;
  • Expressar (11%): reflexões pessoais, exploração criativa e até brincadeiras.

Impacto social?

O ChatGPT está presente tanto na vida pessoal quanto profissional. 30% dos usos estão relacionados ao trabalho, enquanto 70% se concentram em atividades não laborais. Esse equilíbrio reforça o papel duplo da IA como ferramenta de produtividade e como recurso de valor para a vida cotidiana.

Os pesquisadores destacam que, além de ganhos de eficiência, o ChatGPT ajuda a melhorar o julgamento e a tomada de decisão, especialmente em ocupações baseadas em conhecimento. Em alguns casos, gera benefícios que não aparecem em métricas tradicionais, como o PIB.

Um direito básico?

A OpenAI defende que a crescente adoção da IA reforça a ideia de que o acesso a essa tecnologia deveria ser considerado um direito básico, capaz de liberar o potencial das pessoas e permitir que moldem seu próprio futuro.

O estudo, o mais amplo já feito sobre o uso de IA pelo consumidor, deixa claro que a tecnologia deixou de ser apenas uma novidade. Três anos depois, o ChatGPT já faz parte do cotidiano de milhões de pessoas, ajudando a resolver problemas práticos, apoiando decisões profissionais e até criando novos espaços para a expressão pessoal.

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