O Carnaval brasileiro nunca foi só uma festa. E, para as marcas, há tempos deixou de ser apenas uma vitrine. Em 2026, a data se consolida como um dos momentos mais estratégicos do calendário, exigindo planejamento, leitura cultural e capacidade de transitar entre experiências físicas e digitais.
“Hoje, o Carnaval é um território de expressão clara do posicionamento da marca”, afirma Ana Verroni, CMO da 99. “É um momento em que cultura, serviço e experiência precisam caminhar juntos.”
Esse movimento aparece com clareza nas estratégias de iFood, 99 e Grupo Petrópolis. Cada uma à sua maneira, as três marcas tratam o Carnaval como um território contínuo, que começa antes da folia, ganha escala durante a festa e deixa aprendizados depois que o glitter deixa o corpo.
Para elas, não importa muito onde a marca estará no Carnaval, mas como ela vai se comportar dentro de um ritual que já tem seus próprios códigos e verdades.
A festa começa muito antes do bloco
Apesar da imagem de espontaneidade, o Carnaval é um dos períodos mais planejados do ano para empresas que desejam conversar diretamente com o seu público. A preparação começa meses antes, com leitura de dados, insights de anos anteriores e antecipação de comportamento.
No setor de bebidas, item bastante consumido durante a folia, esse planejamento é decisivo. Segundo dados do Grupo Petrópolis, o período entre dezembro e março responde por 53% do volume anual de cerveja vendido no País. “É no verão que o consumidor está mais presente em bares, eventos, festas e encontros fora de casa”, explica Cristiane Rosa, head de Marketing de Categorias e Consumer Insights do grupo. “Esse contexto favorece a experimentação, a escolha da marca e a construção de valor.”
Já em serviços, a lógica é parecida, ainda que o impacto seja menos visível. “O planejamento do Carnaval começa muito antes da folia porque envolve escuta ativa do comportamento das pessoas e aprendizados acumulados de anos anteriores. Cada edição traz insights importantes sobre a vontade do público – algo que, neste ano, vamos realizar ao levar pela primeira vez Ivete Sangalo em um bloco no Carnaval para o Rio de Janeiro e São Paulo”, diz Verroni.
Rua, avenida, app e casa integrados

O ponto-chave de 2026 é que o Carnaval não cabe em um lugar só. Ele atravessa a rua, o digital e a casa. E as marcas estão desenhando a jornada para esse vai-e-volta.
No iFood, a conexão vira estratégia: “A integração é pensada como uma experiência contínua. A rua gera repertório cultural, presença e afeto; o app transforma esse vínculo em utilidade concreta; e as redes amplificam, conectam e mantêm a conversa viva”. E completa: “Tudo é desenhado para que o consumidor transite de forma natural entre esses três ambientes”.
Com a campanha “iFood é Tudo Pra Mim no Carnaval”, que tem como embaixador o cantor baiano Léo Santana, essa presença se materializa em ativações físicas nos carnavais de rua de São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, com banners, distribuição de brindes (como as tradicionais viseiras), experiências de marca e patrocínio de grandes blocos e camarotes de destaque em Salvador. Ao mesmo tempo, o aplicativo amplia promoções, cupons e mecânicas especiais para levar o Carnaval também para dentro do app, inclusive para quem prefere viver a festa em casa.
Perto do consumidor

Na 99, a ideia é acompanhar o ritmo acelerado do folião com soluções conectadas: “A 99 se posiciona como uma aliada nesse fluxo vivo, ajudando a reduzir quaisquer fricções e facilitar a vida das pessoas”. E a CMO detalha: “Isso significa mostrar como diferentes soluções do app se conectam de forma fluida à rotina do folião, seja do ir e vir ao delivery de comida de quem prefere ficar em casa; da conveniência ao retorno e ao pagamento de tudo via 99Pay”.
Não por acaso, a campanha deste carnaval “O Brasil pede mais que um app. O Brasil pede 99″, além de levar Ivete Sangalo pela primeira vez para o carnaval de São Paulo e do Rio de Janeiro, conta com blimps especiais, que funcionam como pontos de encontro, e distribuição de brindes. Para os foliões que preferem acompanhar os desfiles das escolas de samba na avenida, a marca atua como delivery oficial do Rio Carnaval 2026, reforçando o seu super app.
Cada região, à sua maneira
Há também um componente simbólico: as marcas estão investindo em embaixadores e itens que fazem parte do repertório afetivo do País. O Grupo Petrópolis reforça sua presença nos carnavais de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte com três principais marcas: Itaipava, Petra e TNT.
A estratégia passa por presença em eventos, blocos, camarotes e ativações que vão de bares proprietários a áreas instagramáveis e experiências pensadas para estimular a experimentação em diferentes regiões do País. As latas desenvolvidas especialmente para o carnaval são um exemplo disso, com embalagens trazendo identidade visual temática e expressões personalizadas de cada estado.
“A presença nesses espaços amplia a visibilidade de nossas marcas ao longo do Carnaval, período em que essa conexão com o público se intensifica em ambientes de grande circulação e alto engajamento”, afirma Rosa.

O que define um Carnaval bem-sucedido?
Após a quarta-feira de cinzas, as métricas importam, mas não sozinhas. Para as marcas, o sucesso das ações de Carnaval está cada vez mais ligado à percepção, à relevância cultural e aos aprendizados que ficam.
Elas estão olhando para além do “barulho”. A 99 destaca: “O sucesso vai além de métricas isoladas, como awareness e consideração. Ele se reflete na percepção positiva da marca, na relevância cultural, na experiência e na capacidade de gerar aprendizados”. E conclui: “O Carnaval é um grande laboratório vivo de comportamento e consumo”.
O iFood também fala em medir de forma integrada: “Observamos indicadores de marca – como presença, consideração, amor de marca e conexão cultural, além de métricas de uso, engajamento e ativação no app”. E fecha com a ideia de legado: “Mais que isso, construímos memória afetiva: quando o brasileiro lembra do Carnaval, queremos que ele lembre também que o iFood esteve ali, tornando tudo mais simples e acessível”.





