O Ministério da Agricultura, em conjunto com órgãos de defesa do consumidor do Rio de Janeiro e a Polícia Militar, apreendeu 2,4 toneladas de café impróprio para o consumo durante inspeção em quatro fábricas da região de Campos dos Goytacazes (RJ).
A operação flagrante atingiu tanto café cru quanto torrado, que apresentavam grãos mofados, ardidos e impurezas como cascas e paus.
“A união de esforços entre diferentes órgãos de fiscalização fortalece a capacidade de resposta do Estado contra práticas que afetam a saúde pública e a competitividade do setor produtivo”, disse o chefe do Serviço de Combate a Fraudes do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Celso Franchini.
Das 2,4 toneladas, 1,07 t foram destruídas, por não atender aos padrões sanitários, enquanto 1,35 t foram apreendidas e seguem para análise laboratorial – só após os laudos, as marcas serão divulgadas pelo governo.
A ação visa coibir práticas que comprometem a qualidade do agronegócio e colocam em risco a saúde dos consumidores – a venda de café contaminado pode causar mal-estar gastrointestinal.
Prazos e exigências legais
As empresas envolvidas receberam um prazo de 90 dias para adotar sistemas formais de classificação e rastreabilidade das matérias-primas.
Até lá, elas também terão que implementar melhorias nas condições físicas das instalações, nos protocolos de higiene e no controle de qualidade.
A operação integra o esforço de combate às irregularidades no processamento de alimentos básicos e ocorre em um momento em que o rigor sanitário se torna ainda mais relevante para manter a confiança dos consumidores.
Alta nos preços
A operação acontece em um momento em que o consumidor brasileiro ainda sente a alta dos preços do café. Isso depois do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior publicar a resolução que reduziu a alíquota de importação de alguns alimentos, entre eles o café.
No entanto, fatores diversos contribuem para essa alta, como condições climáticas adversas, aumento de custos da produção, encarecimento da logística, defensivos agrícolas e fertilizantes, por exemplo.





