Durante workshop promovido pela CNseg em São Paulo na manhã da última quinta (4), a consultoria KPMG expôs uma visão da comercialização de seguros na rede de varejo sobre a capacidade de penetração e segurança ao consumidor.
A diretora da área de seguros da consultoria KPMG, Luciene Magalhães, destacou que, apesar de ter ganho relevância no PIB, a participação de seguros no Brasil ainda é pouco ?representativa?, quando comparado a economias mais maduras.
?A participação dos segouros gerais equivale a 1,2% do PIB brasileiro. Se compararmos com economias como do Chile (1,5%), Portugal (2,5%), Bélgica e Estados Unidos (3%), percebe-se que os seguros representam muito pouco, apresentando, portanto oportunidade relevante de crescimento e fortalecimento?, explicou.
A KPMG calcula que 80% das redes de varejo estejam nas regiões Sudeste e Sul do País. Neste cenário, os super e hipermercados são destaque, com 45% do mercado.
No entanto, não são eles que mais comercializam seguros e sim as lojas de eletroeletrônicos, cujo faturamento é de R$ 120 bilhões. Os produtos mais comercializados são a garantia estendida e proteção financeira.
Para a consultoria, o mercado de varejo é visto como o principal impulsionador para o crescimento sustentável, com a maioria das oportunidades focada nos negócios de seguro automotivo e saúde.
O relatório da KPMG explanado por Luciene atenta para a necessidade de educar comercialmente os consumidores e acredita que a ascensão social da sociedade brasileira traz cada vez mais novos clientes para o mercado de seguros, tornando-se um desafio aos modelos de distribuição e carteiras de produto existentes.
Para conseguir atrair esses clientes potenciais, a KPMG orienta que o varejo ofereça profissionais bem treinados e capacitados para indicar as especificações de cada seguro disponível, produtos mais adequados à necessidade do público emergente, conhecimento do segmento de cada cliente, agilidade no pagamento de sinistros e atenção especial aos aspectos regulatórios.
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