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Boteco da CM: Comunidade é o novo motor de consumo

Boteco da CM: Comunidade é o novo motor de consumo

Dani Junco revela como mulheres estão no centro das decisões de compra, e o que empresas ainda não entenderam sobre comunidade, maternidade e futuro.
Dani Junco revela como mulheres estão no centro das decisões de compra, e o que empresas ainda não entenderam sobre comunidade, maternidade e futuro.
Dani Junco, CEO da B2Mamy, no Boteco da CM.
Mulheres já lideram mais da metade dos lares e influenciam até 92% das compras, mas marcas ainda falham em entendê-las por falta de escuta real. Dani Junco destaca a desconexão do mercado, a força das comunidades e criou a B2Mamy para apoiar mulheres em carreira e renda. Tecnologia ajuda, mas o protagonismo é humano: pertencimento, propósito e apoio entre mulheres impulsionam transformação.

As mulheres já lideram financeiramente mais da metade dos lares brasileiros e influenciam a esmagadora maioria das decisões de compra. Ainda assim, muitas marcas continuam falando com esse público de forma superficial ou equivocada.

Para Dani Junco, CEO da B2Mamy, o problema não está na falta de dados, mas na ausência escuta real.

“A cada 10 casas, oito têm uma mulher decidindo o que entra. Quando tira moradia e carro, chega a 92%”, destaca.

No Boteco da CM, videocast da Consumidor Moderno, ela explora os desafios do mercado em entender o público feminino, o poder das comunidades e o futuro do trabalho das mulheres com tecnologia.

O que o mercado ainda subestima

Durante muito tempo, o mercado foi desenhado a partir de uma lógica que não representa a realidade da maioria das mulheres. Essa desconexão, segundo Dani Junco, começa na liderança.

“Tem líderes muito medianos no poder, estudando pouco, se reinventando pouco, indo pouco pra rua”, diz. O resultado aparece em campanhas que não refletem a vida real e produtos que ignoram dores evidentes.

Enquanto isso, a sociedade muda rápido. Hoje, 53% das chefias de família no Brasil já são femininas. Trata-se de um marco histórico que redefine consumo, comportamento e prioridades. Essas consumidoras não apenas compram, como também influenciam, recomendam e sustentam decisões dentro e fora de casa.

O nascimento da B2Mamy

Além do consumo, a desconexão do mercado com a realidade das mulheres também é sentida na carreira, algo que Dani vivenciou pessoalmente.

Quando engravidou, ela percebeu que o mercado não estava preparado para aquela nova fase da mulher. A dúvida virou um post simples: quem mais sente essa dor? A resposta veio em forma de um encontro com 80 mulheres.

“Quando chegaram 80 mulheres pra tomar um café, eu percebi: doía em mais alguém”, conta.

Ali começava um movimento que hoje impacta milhares de mulheres. Mais do que uma empresa, a B2Mamy se consolidou como um ecossistema de trocas, conexão e geração de renda. O que conecta todas essas pontas é a rede de apoio.

“Toda vez que eu caí, foi uma mulher que me deu a mão.” Esse princípio virou a base da comunidade, que hoje reúne mais de 200 mil mulheres com histórias, desafios e objetivos diferentes, mas conectadas por um propósito comum.

Comunidade em constante construção

Em um momento em que “comunidade” virou buzzword, Dani faz um alerta importante: não se constrói comunidade como parte de um funil de vendas. “Se for com objetivo de canal de tração ou parte do planejamento estratégico de vendas, vai dar errado.”

Para ela, toda comunidade precisa ter clareza de propósito a partir de duas perguntas: qual é o amor em comum? E qual é o inimigo que une aquelas pessoas?

No caso da B2Mamy, o amor é a liberdade financeira das mulheres. O inimigo, as barreiras estruturais que limitam esse caminho, como a desigualdade no mercado de trabalho e a sobrecarga invisível da maternidade.

Ela ainda destaca que comunidades exigem manutenção constante. “Não é um grupo de WhatsApp. Você vai gastar tempo, dinheiro e energia, e precisa querer muito isso.”

O resultado é um espaço onde hierarquias perdem força e o pertencimento ganha protagonismo. Como ela resume: “Os crachás não pesam”.

Tecnologia, maternidade e o futuro do trabalho

A tecnologia está em todo lugar, inclusive dentro da B2Mamy. Dani usa inteligência artificial para acelerar processos, criar conteúdo e até replicar sua forma de pensar com uma “gêmea digital”. “Eu construí uma IA que pensa como eu penso em alguns lugares”, conta.

Mas ela faz questão de equilibrar a narrativa: a tecnologia ajuda, mas não substitui o essencial. “A tecnologia corta caminho, mas o que move mesmo são as pessoas.”

No fim, tudo volta ao humano. Pertencimento, afeto, propósito. E, principalmente, à transformação que acontece quando mulheres se apoiam e ocupam espaços.

“Nunca subestime a força de uma mulher que quer ser exemplo para o seu filho.”

No episódio completo, Dani Junco aprofunda essas reflexões com franqueza, dados e uma energia difícil de ignorar. Quer entender como comunidade, consumo e futuro estão mais conectados do que nunca? Dê o play e não perca essa conversa!

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