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Bluesky: nova rede social de Jack Dorsey é alternativa ao X

Bluesky: nova rede social de Jack Dorsey é alternativa ao X

Com interface similar ao antigo Twitter, a Bluesky se propõe a ser uma rede social descentralizada, com código aberto e interoperabilidade
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A Bluesky, nova rede social do fundador do Twitter, Jack Dorsey, atingiu um novo recorde de usuários. Segundo o site Bluesky Stats, em apenas um dia, 42 mil pessoas se inscreveram para a plataforma, que chegou a 1,120 milhão de usuários. Até então, o maior pico de inscrições havia sido no dia 3 de julho, com 32.325 usuários. Em média, a rede social recebe algo entre dez mil e 20 mil novos inscritos diariamente.

Para entrar na plataforma e criar uma conta, é preciso receber um convite – oferecido a cada duas semanas aos usuários cadastrados.

O aumento aconteceu depois que Elon Musk, atual proprietário do Twitter, agora chamado X, declarou em encontro o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que a empresa estava trabalhando em criar um sistema de pagamento mensal para utilização da rede social. O objetivo seria utilizar os pagamentos como uma barreira para robôs e contas falsas na plataforma. Além do custo do bot – que é baixo –, o usuário teria que pagar mais para colocá-lo na rede, o que tornaria o valor total muito alto.

Leia mais: Do Twitter ao X: a mudança precipitada de nome e logo

Hoje, o ex-Twitter já oferece um serviço por assinatura chamado X Premium, no qual os usuários recebem alguns recursos adicionais em relação ao serviço gratuito, como postagens mais longas e maior visibilidade na rede. No Brasil, a assinatura premium custa R$ 60 por mês. Mas a chegada de novos usuários na Bluesky é uma possível evidência de que os internautas não estão dispostos a pagar para utilizar a rede social.

Bluesky, a nova rede social

Jack Dorsey criou a Bluesky em 2019. Desde que renunciou ao cargo de CEO do Twitter, em 2021, Dorsey passou a se dedicar à construção da plataforma, liderada por Lantian Graber, a CEO nomeada por Dorsey. Um ano depois, a rede do passarinho azul foi adquirida por Elon Musk por US$ 44 bilhões. Lantian Graber.

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A Bluesky promete ser uma rede social descentralizada. A ideia é que outras redes sociais possam interagir com a plataforma, que se tornará uma espécie de ecossistema – uma vez que seu código será aberto a todos. Para isso, a Bluesky conta com o AT Protocol, ou Protocolo de Transferência Autenticado, tecnologia que possibilita a portabilidade e a interoperabilidade entre contas de diferentes redes sociais.

Na prática, trata-se de uma rede social com uma dinâmica parecida com o Twitter – há até um limite de 300 caracteres por publicação. Além de poder acompanhar as publicações das pessoas que segue, conteúdos mais viralizados e posts popular entre amigos, a rede oferece algumas opções de personalização do feed. Por exemplo, é possível determinar que republicações, ou reposts, não aparecem para o usuário. Também é possível filtrar conteúdos para que não sejam mostrados ou que devem ter um alerta de gatilho.

Leia mais: Tudo o que você precisa saber sobre o Threads, o Twitter do Instagram

A vida com X

Desde que assumiu o antigo Twitter, Elon Musk provocou uma série de mudanças na rede social. Além de cortar cerca de 50% do quadro de funcionários, criou um modelo de assinaturas para os selos de verificação e restaurou contas que haviam sido banidas, como a do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Por fim, Elon Musk trocou o nome do Twitter para X, dando um passo em seu plano para criar um superapp que agrega diferentes serviços.

Em meio a essa série de mudanças, as redes vizinhas não ficaram paradas para tentar surfar na onda do luto do passarinho azul. Uma delas foi o Threads, desenvolvido pela Meta e lançado em julho de 2023. Com uma proposta bastante similar ao Twitter, nasceu integrada ao seu irmão mais velho, o Instagram, compartilhando até o mesmo login. A novidade e a facilidade de acesso até engajou usuários por um tempo, mas hoje a rede já não está tão ativa. Se nos primeiros cinco dias atingiu 100 milhões de usuários inscritos, em agosto registrou uma queda de 80% da audiência, segundo dados da Similarweb.

Outro possível concorrente é o Mastodon, também criado com uma interface similar à do Twitter. Lançado em 2016 pelo alemão Eugen Rochko, a plataforma atingiu um milhão de usuários ativos mensais em novembro de 2022. O Mastodon, assim como a Bluesky, também possui código aberto, sob o protocolo ActivityPub. Em julho, a rede social também teve um pico de novos inscritos durante mudanças no Twitter relacionadas à restrição de publicações, com 110 mil novos usuários.



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