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Bancos reforçam combate a fraudes com novas regras da Febraban

Bancos reforçam combate a fraudes com novas regras da Febraban

Autorregulação já em vigor amplia o controle sobre contas laranja, apostas ilegais e golpes digitais.
Autorregulação de bancos já em vigor amplia o controle sobre contas laranja, apostas ilegais e golpes digitais.
Foto: Shutterstock
A Febraban colocou em vigor novas regras para fortalecer o combate a fraudes, golpes digitais e lavagem de dinheiro no sistema financeiro. A autorregulação determina que os bancos identifiquem e encerrem contas laranja, frias e de apostas online não autorizadas, além de comunicar os casos ao Banco Central. As diretrizes incluem monitoramento contínuo, políticas internas mais rígidas e punições em caso de descumprimento, reforçando o compromisso do setor bancário com a integridade e a segurança financeira.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou políticas mais rígidas para que os bancos associados identifiquem e encerrem contas laranja, frias e de apostas online não autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.

A medida faz parte de uma nova autorregulação da entidade. Ela tem como objetivo reforçar o combate a fraudes, golpes digitais e esquemas de lavagem de dinheiro no sistema financeiro.

“Os bancos não podem, de forma alguma, permitir a abertura e a manutenção de contas laranja, de contas frias e de contas de Bets ilegais e é por isso que estamos estabelecendo procedimentos obrigatórios a todos os bancos, para disciplinar o setor e coibir esse tipo de crime”, afirmou Isaac Sidney, presidente da Febraban, em nota.

Obrigações dos bancos

Entre as obrigações dos bancos, estão:

  • Criar e manter políticas internas rígidas de identificação e encerramento de contas laranjas, abertas de forma legitimas, mas “emprestadas” ou vendidas para terceiros para uso em transações suspeitas, contas frias, abertas sem o consentimento do titular e contas de bets ilegais.
  • Recusar transações irregulares e comunicar imediatamente o Banco Central, além de informar o titular sobre o encerramento da conta.
  • Garantir o monitoramento e a supervisão do processo pela Autorregulação da Febraban, que pode solicitar evidências de reporte e encerramento de contas ilícitas a qualquer momento.
  • Assegurar a participação ativa das áreas de prevenção a fraudes, lavagem de dinheiro, jurídica e ouvidoria.

O descumprimento das regras pode resultar em advertência, ajuste de conduta ou exclusão do sistema de autorregulação.

Contexto

As medidas surgem após um aumento de crimes cibernéticos e movimentações financeiras suspeitas no País. Em novembro, a Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, desarticulou um esquema bilionário ligado ao PCC, que utilizava contas bancárias e postos de combustíveis para ocultar recursos ilícitos.

Participam da autorregulação bancos como Bradesco, Banco do Brasil, BRB, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Citibank, Daycoval, Itaú Unibanco, Original, Safra, Santander, entre outros.

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