No mês de abril, a região Centro-Oeste apresentou maior crescimento no número de inadimplentes. O aumento foi de 3,98%, acima da média nacional (3,39%). Aproximadamente 95 mil novos consumidores passaram a integrar o banco de inadimplentes.
Os dados são do Indicador Regional de Inadimplência apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Segundo o levantamento, no acumulado do quadrimestre, a região Sudeste registrou a menor alta na quantidade de pessoas com dívidas em atraso, 2,66%. No Sul, a alta foi de 3,19%, Nordeste 3,07% e no Norte, 2,81%.
Considerando somente o mês de abril, a região Sudeste concentrou o maior volume de consumidores inadimplentes. Em números absolutos foram 21,8 milhões de pessoas com pelo menos uma conta pendente. Seguida do Nordeste com 14,8 milhões de devedores e o Sul, com 7,5 milhões. As regiões Norte e Centro-Oeste aparecem na sequência com números relativamente próximos: 5 milhões e 4,5 milhões, respectivamente.
O Norte é a região que apresenta a maior parcela de sua população com contas em atraso: 45,2% do total de moradores. Em seguida vem a região Centro-Oeste com 40,9% e o Nordeste, que tem 38,3% de seus moradores em situação de inadimplência. Em menor escalada estão as regiões Sul (34,7%) e Sudeste (34,4%).
De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o aumento da quantidade de pessoas negativadas observado em todas as regiões do País reflete o difícil cenário macroeconômico atual. “A pressão exercida pela aceleração da inflação, o aumento das taxas de juros e a piora dos indicadores econômicos, sobretudo os de renda e emprego, têm impactado na capacidade de pagamento dos brasileiros”, justifica a economista.
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