O volume de empresas com dívidas atrasadas aumentou 8,33% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Os dados são apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
De acordo com o levantamento, essa é a terceira aceleração consecutiva e a maior desde julho de 2013. O resultado representa um crescimento da inadimplência em relação ao início do ano quando o indicador oscilava em torno de 6%.
Na comparação com o mês de abril, o aumento foi de 1,41% em maio. De acordo com Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, a dificuldade dos empresários em manter os compromissos financeiros em dia está relacionada ao cenário econômico atual de baixo crescimento, quedas da produção industrial, além da elevação das taxas de juros e da inflação.
No estudo foi avaliado o tempo de atraso das dívidas e destaque do indicador são as empresas com dívidas em atraso entre 91 e 180 dias que cresceram 14,82%, além da alta anual de 13,89% verificada nas dívidas em atraso entre 3 e 5 anos.
Todas as regiões do Brasil apresentaram aumento na comparação anual, mas o Nordeste e o Sudeste lideraram a alta, com variação de 8,27% e 8,15% respectivamente. O menor crescimento foi no Sul, com 4,89%.
O índice de inadimplência aumentou em todos os setores e quase metade das empresas devedoras (49,42%) está concentrada no setor de Comércio. ?O resultado se deve ao importante papel que este setor apresenta na logística da distribuição de produtos. Em muitos casos, são os grandes atacadistas que financiam as vendas?, explica a economista do SPC Brasil.
Por fim, o levantamento mostrou que a quantidade de dívidas também cresceu em maio deste ano, chegando a 8,22% em relação ao mesmo período de 2014. Na comparação mensal, o indicador aumentou 1,62%.
Nas bases do SPC Brasil, 70% das dívidas registradas em nome de pessoas jurídicas têm pelo menos um ano de atraso. Porém, as dívidas mais antigas, têm um crescimento bem acima da média e a segunda maior participação no total das dívidas. O setor que concentra a maior parte das dívidas é Serviços, que engloba Bancos e Financeiras, com expressivos 70,69% do total, seguido de Comércio, com 16,02%.
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