A Amazon, maior varejista on-line do mundo, passou a declarar, no início deste mês, seu faturamento na Espanha, Reino Unido, Alemanha e Itália, e em breve fará o mesmo na França, passando a pagar os impostos correspondentes nesses países. Até agora, as vendas para a Europa Ocidental eram feitas a partir de um escritório em Luxemburgo, um artifício fiscal legal mas muito criticado, e que permitia à Amazon pagar bem menos impostos.
Em comunicado à imprensa, a varejista disse que a criação das filiais na Europa começou há mais de dois anos e que examina regularmente suas estruturas para ?garantir que podemos servir aos nossos clientes o melhor possível e oferecer produtos e serviços adicionais”. A Amazon vem sendo vigiada pela União Europeia há anos por conta de suas práticas fiscais, assim como Apple, Starbucks e Fiat, outras empresas que, por meio de estruturas fiscais complexas, evitaram pagar impostos sobre lucros em um determinado país ao fazer suas atividades passarem por outro lugar (Luxemburgo no caso da Amazon e da Fiat, Irlanda no caso da Apple e Holanda, para a Starbucks).
Essas práticas de ?otimização fiscal? vêm se tornando impopulares com o aumento das dívidas das nações europeias e a necessidade de buscar novos recursos.





