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A sua empresa quer inovar? Que tal olhar para dentro de casa?

A sua empresa quer inovar? Que tal olhar para dentro de casa?

A criação de uma cultura de inovação pode aprender com as startups: dando voz aos colaboradores para que possam trazer ideias. O Shoptalk 2018 trouxe essa discussão para o contexto do varejo
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Todas as organizações querem implementar uma cultura que encoraja a inovação. Nas startups, cada novo empregado pode ter um grande impacto se a companhia está pronta para comercializar produtos inovadores. Nas grandes organizações, processos e estruturas organizacionais podem direcionar ou inibir a inovação.

David Katz, CMO da Randa Acessórios, maior rede global de acessórios, com mais de 500 marcas e mais de 100 anos de mercado, conversou com Matt Hudly, Head de Desenvolvimento de Negócios da John Lewis Partnership Ventures; Mr Martin Newman, Chairman da Practicology e com David Wolfe, Co-fundador e CEO da Leesa Sleep no Shoptalk 2018, evento que debate o novo varejo global e que ocorre nesta semana em Las Vegas (EUA). Eles se reuniram para debater justamente como adotar uma cultura de inovação a partir da atração de talentos e como se organizar para a mudança.

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Randa: você já ouviu falar?

“Uma das maiores empresas de varejo do mundo da qual ninguém ouviu falar”, diz David Katz, definindo Randa Associates, líder global em acessórios, bolsas e artefatos, dona de 50 marcas diferentes e 108 anos de existência, com operações verticais em 11 países e US$ 1 bilhão de faturamento. Uma empresa com um legado cultural tão forte que é seu principal ativo e, talvez, seu grande obstáculo para a transformação digital.

A empresa mostra-se pela primeira vez em público no Shoptalk 2018. A Randa faz lenços, echarpes, cintos e se conecta em cadeias de valor que abrangem lojas de departamento e mercados de massa. É uma empresa pura de business to business e que procura aprender com Big Data para compreender melhor o que querem os consumidores finais. “Somos obcecados com clientes e processamos bilhões de dados para oferecer produtos que realmente façam sentido para os consumidores”, explica David Katz. O executivo afirma que essa obsessão é o traço cultural que melhor define a empresa e a colocou em condições de enfrentar a transformação digital.

Impacto social garante o sono dos empreendedores

A Lessa Sleep é uma startup que levantou US$ 32 milhões em investimentos. Uma empresa de colchões, segundo David Wolfe, CEO, que criou uma cultura na qual os colaboradores são remunerados por ideias que gerem diferença na comunidade em que atuam e vivem.

Os programas de impacto social são parte do core business da empresa. Ou seja, vender colchões é o negócio que financia o impacto positivo para as pessoas. Uma das ideias é doar um colchão para cada 10 colchões vendidos. A ideia da companhia é doar um milhão de colchões até 2025 e 24 mil já foram concedidos dentro do programa. Outra grande ideia da Lessa Sleep é dar aos consumidores 100 horas de uso do colchão grátis antes de efetivarem a compra.

O curioso é que a empresa teve como inspiração a elegância e a postura da saudosa atriz Audrey Hepburn. “Family first, after Community, then business” (Família primeiro, depois a comunidade e, então, o negócio, em tradução livre), é o mandamento da Lessa Sleep. Com esse compromisso, residente no DNA da empresa desde o princípio, o engajamento é quase automático. A equipe sabe para quem trabalha, mais do que para o que trabalha.

O mindset é o ingrediente central de uma cultura de inovação

Para Matt Hudly, o mindset, o conjunto de ideias preconcebidas e as atitudes que derivam desse mindset, constituem os elementos centrais da cultura corporativa, e, por consequência, da inovação em uma empresa. “Viver uma vida sem riscos não é exatamente viver. Não há segurança efetiva levando a vida com medo”, disse Hudly.

Ele diz que positividade e curiosidade são elementos que precisam fazer parte de um mindset inovador. Sem curiosidade como ligar a fagulha que gera a necessidade de inovar e fazer diferente? Hudly faz questão de lembrar as origens da marca John Lewis, que se baseia intensamente na colaboração e na parceria entre todos os empregados da empresa.

Propósitos ajudam a colocar o cliente no centro?

Martin Newman questionou os executivos se suas fortes culturas internas fazem diferença real para os consumidores. No caso da Randa, mesmo que não tendo relação direta com o consumidor, compreender o que os motiva, como compram, o que preferem e quais são seus valores, são elementos centrais do negócio. Caso contrário, a empresa simplesmente não consegue responder às mudanças do mercado.

Na Lessa Sleep, o foco no cliente está implícito no storytelling, na maneira pela qual a empresa se posiciona, tendo o impacto social como direcionador central. “Mensuramos o custo de aquisição de cada cliente, procuramos entender como ter uma visão 360º do cliente, o data science tem um papel decisivo no negócio”, comentou David Wolfe. Para Matt Hudly, o consumidor é sempre tudo. E os indicadores de satisfação do cliente são sempre monitorados para que a empresa possa compreender onde estão problemas e onde há oportunidades de melhoria.

Culturas corporativas são um poderoso condutor de mudanças, desde que tenham sido construídas com os valores adequados e receptivos à inovação e à vontade de promover melhoria contínua. Devem ser flexíveis, adaptáveis, mas solidamente construídas em torno de valores e princípios que possam vencer os testes do tempo. Isso pressupõe também estimular a presença de lideranças inspiradoras e que façam da confiança e da coragem elementos indissociáveis da busca por sucesso, crescimento e futuro.

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