De acordo com pesquisa realizada na cidade de São Paulo pelo Datafolha, 83% dos consumidores são contra a cobrança por sacolas plásticas. Além disso, 87% dos paulistanos, o Procon deveria defender a gratuidade das sacolinhas.
Segundo o levantamento, 91% dos consumidores acreditam que as sacolas deveriam ser pagas pelos supermercadistas ou pela Prefeitura. Na pesquisa realizada em março, pelo mesmo instituto, o índice era de 79%.
Para 52% dos entrevistados, os maiores beneficiados com a cobrança das sacolas são os supermercados, seguidos da Prefeitura, com 30%. E somente 16% dos entrevistados entendem que o meio ambiente é beneficiado com a medida de cobrança.
A pesquisa revelou também que na opinião de 77% dos entrevistados a população não está separando o lixo de acordo com as instruções de cada sacola. Mais da metade dos paulistanos respondeu que não há coleta seletiva de lixo da Prefeitura na rua onde mora.
A pesquisa foi encomendada pela Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, que emitiu uma nota à imprensa se posicionando contrária à forma como a Lei das sacolinhas é aplicada.
Para a instituição, São Paulo dá um passo atrás com as sacolas e a coleta seletiva. De acordo com Miguel Bahiense, presidente da Plastivida a distribuição das sacolas nas cores verde e cinza, que trazem mensagens sobre o descarte adequado dos resíduos, poderia ser um veículo impulsionador da reciclagem de descarte correto do lixo doméstico, mas deveriam ser entregues gratuitamente.
?A cobrança das sacolinhas por parte dos supermercados, não apenas prejudica o bolso do consumidor, como inviabiliza o programa de coleta seletiva de resíduos recicláveis da Prefeitura, prejudicando também a ação de preservação ambiental?, afirma o presidente. ?A pesquisa do Datafolha mostra muito bem esse desarranjo?, analisa Bahiense.
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