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Open banking: o que falta para ele se tornar uma realidade?

Open banking: o que falta para ele se tornar uma realidade?

Pesquisa da KPMG na Inglaterra - País que já possui norma consolidada da prática -, aponta que pequenas e médias empresas ainda são resistentes. Entenda
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O mercado financeiro está prestes a passar por uma profunda transformação em sua estrutura. O sistema é uma espécie de canal que permite a integração de chamadas de interface de programação de aplicativos. Deste modo, os dados do cliente podem ser acessados de forma mais prática, contudo, com autorização previamente anunciada.

Uma pesquisa divulgada pela KPMG no Reino Unido indica que a maior parte das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) precisarão se adequar para os serviços de open banking, de modo que quase metade (47%) informaram que não se sentem confortáveis para se engajarem com essa prática e 25% afirmam que não compartilharão dados com outros provedores financeiros sob nenhuma hipótese.

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A pesquisa intitulada “Is open banking open for business?” (O open banking está aberto aos negócios?) ouviu mil organizações com volume de negócios de até £ 7 milhões do Reino Unido – País que já adota uma norma consolidada a respeito do assunto.

“O open banking representa o futuro das transações bancárias, ampliando significativamente as possibilidades de negócios. Esse conceito está revolucionando o setor, criando novas oportunidades e transformando o modelo de negócios das entidades dedicadas ao setor financeiro”, explica Ricardo Anhesini sócio-líder de Serviços Financeiros da KPMG no Brasil.

O executivo acrescenta que o cenário brasileiro deve passar por transformação significativa com a possível regulação em curso. “Considerando que o Banco Central do Brasil caminha no sentido da regulamentação dessa prática, veremos uma nova onda de transformação, comparável com a introdução do Sistema Brasileiro de Pagamentos ou da criação da Indústria de Fundos de Investimentos. Essa nova onda colocará ainda mais poder nas mãos dos consumidores”, diz.

Outro insumo que a pesquisa trouxe é que, embora o open banking não contemple a todos, 30% das pequenas e médias empresas – em sua maioria aquelas de alto crescimento e focadas em tecnologia ou serviços financeiros, são mais propensas aos objetivos do open banking.

“A promessa do open banking é que o compartilhamento de dados permitirá um maior entendimento das necessidades dos clientes, incentivando a concorrência, e contribuirá para a oferta de melhores produtos do setor bancário, elevando a experiência do usuário” conclui Ricardo Anhesini.

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