O número de famílias endividades na cidade de São Paulo passou de 49,6% em junho de 2014 para 54% no mês passado, segundo indicador divulgado hoje (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Na comparação mensal, contudo, houve recuo no número, pois a proporção de famílias endividades era de 55,1% em maio. Ao todo, 1,936 milhão de famílias estavam endividades no mês de junho.
Além disso, o número de consumidores que alegaram não ter condições de pagar as dívidas é de 220 mil, o que corresponde a 6,1% dos paulistanos – o maior valor desde outubro de 2013.
Segundo a Federação, a inflação e a piora do mercado de trabalho influenciam diretamente o orçamento do consumidor e interferem no poder de compra. “A dificuldade de obter crédito pelos bancos – que estão mais seletivos e exigentes para evitar a inadimplência – faz com que muitos optem por empréstimos mais caros como o cheque especial e o cartão de crédito”, diz a Federação.
Na análise por renda, houve aumento do número de famílias que ganham até dez salários mínimos com contas em atraso: o número passou de 16,9% em junho de 2014 para 18,6% em junho deste ano. Já entre as famílias que recebem mais de dez salários mínimos o valor subiu de 6% para 7% no mesmo período.
Entre os tipos de dívidas, o cartão de crédito continua sendo vilão, permanecendo como principal motivo do endividamento de 70,9% das famílias, a maior marca desde dezembro de 2013.
Em seguida aparecem financiamento de carro (17,5%); carnês (14,2%); crédito pessoal (12,3%); financiamento de casa (11,7%) e cheque especial (7,8%).
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