Pesquisar
Close this search box.
/
/
50 anos do homem na Lua: iremos novamente?

50 anos do homem na Lua: iremos novamente?

Em uma realidade em que já temos a SpaceX de Elon Musk, diversas startups e uma órbita completamente lotada de satélites fica a dúvida: é provável que voltemos à lua em breve?

No auge da Guerra Fria e da disputa tecnológica entre Estados Unidos e União Soviética, iniciou-se a corrida espacial. A premissa era: quem dominar o espaço primeiro também poderia dominar o mundo. A lógica partia do princípio de que quem chegasse à Lua teria tecnologia o suficiente para tomar o controle do planeta.

E assim começou a missão Apolo 11. A tentativa americana de levar o homem à Lua enviou três tripulantes que cravaram seus nomes na história. Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin são os lendários astronautas que fizeram os Estados Unidos vencedores da corrida espacial. Enquanto Buzz ficou na órbita, Neil e Michael desacoplaram a Eagle, cápsula de pouso do foguete lançado pela NASA.

LEIA TAMBÉM: Existe vida em marte? Brasileiro na Nasa responde

Um pouco de contexto para entender a situação

Foram várias tentativas de lançamentos espaciais. A Rússia estava à frente pois já havia obtido sucesso em enviar foguetes para o espaço, enquanto os Estados Unidos, um país “try-harder”, só colecionava tentativas fracassadas com foguetes que explodiam ainda na pista de lançamento.

Foi à partir da Missão Apollo 8 que viu-se a esperança em conseguir cumprir esta missão. O astronauta James Lovell disse em entrevistas que ao girar da nave foi possível ver o lado da Lua virado para a terra à apenas 60 milhas de distância.

Homem na Lua

A chegada à Lua foi um trunfo para os estadunidenses que contaram com o engenheiro alemão Wernher Von Braun. O europeu foi responsável pelo lançamento de foguetes nazistas e convocado para iniciar o programa de mísseis americanos. Na época, houveram críticas ao seu passado pró-hitler e mesmo assim ele continuou à frente do projeto.

Toda a história esquentou quando a Rússia conseguiu chegar na frente para o sobrevoo da órbita terrestre. Em 1961, Yuri Gagarin foi o primeiro a conseguir tal feito. Enquanto isso, os Estados Unidos estavam enviando Chimpanzés para o céu. Sim, a história é um tanto quanto bizarra.

Esse é um resumo do contexto histórico para que possamos entender os dias de hoje. É possível voltar à Lua? À época, esse era o objetivo principal do governo americano. O presidente Dwight D. Eisenhower investiu bilhões de dólares em toda a parafernália espacial. Ele foi responsável por fundar a Nasa, agência espacial americana. Naquela época essa era uma prioridade, tanto quanto necessidades sociais.

Homem na Lua: Missão cara, difícil mas provável

Em uma atualidade onde, além das mais diversas agências espaciais, temos a SpaceX de Elon Musk, diversas startups e uma órbita completamente lotada de satélite é provável que voltemos à Lua em breve? Essa é uma vontade do atual governo Trump. Porém, há vários obstáculos no caminho.

O presidente americano estabeleceu um prazo para a Nasa: 2024. Nesta semana, a agência lançou o que seria o projeto Àrtemis que promete, inclusive, levar a primeira mulher para a Lua. Na época do empoderamento e do feminismo e suas pautas, essa era uma prioridade.

Para um comparativo rápido, a ida à Lua custou aos EUA um montante de US$ 150 bilhões de dólares. Já é um fato que mesmo a SpaceX – excluindo as startups deste cenário – não tem a verba necessária para tal. E muito menos a NASA. A agência espacial agora conta com a ajuda do setor privado e do governo para que a missão se torne possível.

Módulo comercial em solicitação da NASA para o carregamento de suprimentos científicos e tecnológicos à Lua – Imagem: Divulgação (NASA)

Agora já se fala em uma jornada e a Lua é parte dela. O objetivo final dos astrônomos das principais agências espaciais é habitar Marte e explorar o planeta vermelho. Como isso se dará?

O projeto com nome de deusa grega precisa do desenvolvimento de um novo superfoguete que possa substituir o Saturno V – o maior lançado até hoje – e, só nisso, já foram gastos mais de US$ 10 bilhões desde 2011. Fora que o foguete não está concluído. A construção conta com a ajuda da Boeing, empresa clássica do desenvolvimento de jatos e aeronaves. Antiga parceira dos projetos americanos.

Quanto custará levar a primeira mulher à Lua?

A cápsula Órion será responsável por carregar os astronautas e está sendo desenvolvida em parceria com a ESA (Agência Espacial Europeia). A instituição será responsável por toda a energia e impulsionamento do foguete. Aqui são mais US$ 6 bilhões até o atual momento e este também não está nem um pouco perto da finalização.

De qualquer forma, o foguete e a cápsula precisam de um novo parceiro: um módulo lunar. Sim, uma base na Lua semelhante à ISS (Estação Espacial Internacional). Jim Bridenstine, administrador-chefe da agência americana, disse à imprensa que para isto, ele conta novamente com a ajuda da ESA.

Uma fabricante de satélites americana, a Maxar Technologies, foi contratada recentemente para desenvolver parte do que seria a nova estação lunar com um custo máximo de US$ 375 milhões. Tudo muito low-budget  – aqui entenda um toque de ironia – , é claro.

Falcon X, o foguete da SpaceX de Elon Musk

A responsável pelo carregamento da cápsula e de tudo o que é preciso para construir o módulo lunar, até agora, é uma concorrência. Sim, SpaceX (com seu foguete Falcon Heavy) e Blue Origin (que planeja seu primeiro lançamento para 2021) terão de competir ou escolher colaborar para ajudar a NASA. Com isso, a estatal americana espera diminuir custos e tornar o projeto sustentável. A expectativa é que os custos para levar a primeira mulher à Lua, nesta fase do processo, sejam de US$ 20 a 30 bilhões de dólares.

Recomendadas

MAIS MATÉRIAS

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

Concepção da capa:
Camila Nascimento


Publisher
Roberto Meir

Diretor-executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes-comerciais
Andréia Gonçalves
[email protected]

Daniela Calvo
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head
Melissa Lulio
[email protected]

Editora-assistente
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Repórteres
Bianca Alvarenga
Cecília Delgado
Jade Lourenção
Jéssica Chalegra
Júlia Fregonese
Lara Madeira
Marcelo Brandão

Head de Arte
Camila Nascimento
[email protected]

Designer
Melissa D’Amelio

Revisão
Elani Cardoso

MARKETING
Coordenadora
Mariana Santinelli

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues

CX BRAIN
Data Analyst
Camila Cirilo
[email protected]


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Eireli.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias
assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com
autorização da Editora ou com citação da
fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a
reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Eireli.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados e
informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

Concepção da capa:
Camila Nascimento


Publisher
Roberto Meir

Diretor-executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes-comerciais
Andréia Gonçalves
[email protected]

Daniela Calvo
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head
Melissa Lulio
[email protected]

Editora-assistente
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Repórteres
Bianca Alvarenga
Cecília Delgado
Jade Lourenção
Jéssica Chalegra
Júlia Fregonese
Lara Madeira
Marcelo Brandão

Head de Arte
Camila Nascimento
[email protected]

Designer
Melissa D’Amelio

Revisão
Elani Cardoso

MARKETING
Coordenadora
Mariana Santinelli

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues

CX BRAIN
Data Analyst
Camila Cirilo
[email protected]


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Eireli.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias
assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com
autorização da Editora ou com citação da
fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a
reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Eireli.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados e
informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]