Já não é novidade que os smartphones estão acelerando as estratégias omnichannel de varejistas de todo o mundo. Um ponto interessante e que vem se repetindo desde 2011 é o fato dos aplicativos para o setor, com loja física, terem de longe o maior retorno sobre o investimento se comparado às outras verticais.
Mesmo assim, a sua adoção ainda enfrenta barreiras antigas no Brasil. O setor acredita que o mobile é uma tecnologia à parte e não percebe que focar a entrega de experiência para o consumidor pode trazer bons resultados. Para que esses obstáculos sejam superados, alguns mitos devem ser desvendados.
1 – Mobile custa caro?
Atualmente já existem soluções prontas para serem customizadas para a rede varejista que custam menos do que a produção dos tabloides. Modelos de software como serviço e até baseados em sucesso vêm ganhando cada vez mais força e devem se tornar muito comuns nos próximos anos.
2 – Preciso ter um site antes de ter um aplicativo?
Não. Hoje os acessos à internet através de celulares e tabletes superam o desktop no mundo inteiro. Os principais sites brasileiros já estão muito próximos do 50% de acessos por meios desses dispositivos. Com o uso deles é possível estabelecer um canal de comunicação muito mais ativo com o consumidor, entregando serviços, auxílio na realização de tarefas e até mesmo servindo como canal de divulgação de ofertas.
3 – Construa e eles virão!
Não basta simplesmente fazer um aplicativo, publicá-lo e esperar que seus clientes baixem e corram para sua loja. A criação de uma solução começa pelo entendimento do seu consumidor e de como os apps podem deixar sua vida mais fácil. Utilize metodologias para entender quem é o seu cliente, como eles enxergam a sua marca e quais diferenciais podem ser explorados para aumentar seu nível de engajamento.
4 – Meus clientes não utilizam smartphone
Esse raciocínio é ultrapassado. As vendas de smartphone já superam as de desktop desde 2012 mesmo nas classes com poder aquisitivo mais baixo. Pense que quanto menor a renda, mais escolhas o consumidor vai ter que fazer. Quando não puder ter os dois (computador e smartphone), o cliente vai ter que escolher. E vai optar por aquilo que vai estar mais tempo com ele.
5 – Ainda é cedo para investir em mobile?
Nunca o mercado esteve tão receptivo e a tecnologia tão acessível. Varejistas de diferentes tamanhos estão experimentando e aprendendo não só sobre mobile, mas também sobre o comportamento do seu consumidor. Se até mesmo os formatos mais tradicionais de mídia, e boa parte dos investimentos de publicidade, estão migrando para os smartphones, o que faz você pensar que ainda é cedo?
*Danilo Toledo é diretor da Taqtile, empresa especializada em estratégias de mobilidade





