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As 10 empresas que lideram a revolução no varejo americano

As 10 empresas que lideram a revolução no varejo americano

Conheça as dez marcas de varejo que atuam nos Estados Unidos e que estão liderando a transformação do setor naquele país para uma economia 4.0
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O varejo americano passa por período de turbulência. Ao longo de 2017, 50 varejistas de peso entraram com pedido de falência. Por outro lado, algumas marcas estão disparando no mercado com soluções inovadoras tanto na loja física quanto na on-line.

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Conheça os dez maiores sucessos do varejo americano nos Estados Unidos e suas soluções nos últimos anos

Amazon – Seattle, 1994

A empresa de Jeff Bezos passou a oferecer, em 2017, a oportunidade de seus clientes experimentarem em casa as roupas que pedem pela internet antes de efetuar a compra. O Prime Wardrobe garante sete dias para o consumidor experimentar antes de pagar.

Além disso, a varejista nativa digital comprou a rede supermercadista Whole Foods por quase 14 bilhões de dólares. Os itens comprados na Whole Foods podem ser entregues em duas horas por meio do programa Prime Now. O salto deu à Amazon a posição de maior varejista on-line dos EUA.

A empresa também abriu ao público a Amazon Go, sua loja futurista, em janeiro deste ano.

Walmart – Arkansas, 1962

A tradicional rede supermercadista está trabalhando duro em seu e-commerce. No ano passado, o Walmart testou e lançou por conta própria novas tecnologias para fazer frente ao poderio digital da Amazon. A solução Scan & Go nas lojas físicas introduz um sistema para que clientes recebam pacotes quando não estão em casa.

Agora, está expandindo seu serviço de entrega de alimentos em todo o país e desenvolvendo uma tecnologia que pode prever o prazo de validade dos produtos.

O próximo passo da empresa deve ser sua versão da loja sem caixas.

Everlane – São Francisco, 2010

O mercado de moda experimenta um momento difícil, especialmente pela proliferação de casos de uso de mão de obra escrava no mercado interno ou na cadeia internacional de produção. A Everlane ganhou destaque pelo trabalho de transparência que vem promovendo.

A loja on-line conseguiu transformar o rigor dos seus processos de produção e distribuição em propaganda para a marca. A transparência em relação aos custos das peças permite aos clientes saber exatamente pelo que estão pagando.

Como resultado, em 2015, as vendas foram estimadas em 35 milhões de dólares, um aumento de 200% em relação a 2013. Em 2016, a marca avançou e faturou 51 milhões de dólares.

Bonobos – Nova York, 2007

A marca de roupas masculinas Bonobos, conhecida pelas suas belas lojas físicas, revolucionou ao lançar seus guideshops, lojas que permitem que os clientes experimentem roupas que compram pela internet, como também veio a fazer a Amazon. As peças são encomendadas na loja e enviadas diretamente aos clientes, sem que seja necessário estoque nas lojas, modelo copiado pela Amazon e várias outras varejistas mundiais.

Para entrar na competição com a Amazon e sua Prime Wardrobe, o Walmart compou a Bonobos por 310 milhões de dólares.

Casper – Nova York, 2013

A Casper, loja de colchões, lançou uma porção de lojas pop-ups antes de inaugurar a unidade fixa, em Nova York, sua cidade natal. A Casper transformou as tradicionais lojas de colchões de frias e impessoais para um espaço divertido e envolvente, apostando forte na experiência do consumidor.

Lindl – Alemanha, 1973

Os alemães da Lindl desembarcaram no verão de 2017 nos Estados Unidos causando um impacto enorme no varejo de alimentos. A rede prometeu reduzir em 50% o custo dos produtos alimentares com sua variedade de marcas próprias de alta qualidade.

Automaticamente, concorrentes que mantinham lojas perto das unidades da Lindl foram obrigados a reduzir sua margem de lucro e custos com produtos. Aldi, Food Lion, Kroger, Publix e Walmart tiveram que fazer uma corrida insana em busca de reduzir seus preços nas gôndolas.

Aerie – Pensilvânia, 2006

A empresa de moda vem apostando forte na construção de uma imagem mais democrática em relação às exigências desse setor no que diz respeito a padrão de beleza. Em 2014, a Aerie trocou seus anúncios, que valorizavam o padrão tradicional de beleza por imagens de mulheres reais para valorizar a beleza natural e promover o empoderamento feminino.

A American Eagle, dona da marca, registrou, em março, crescimento recorde de vendas na relação com o quarto trimestre de 2017, marcando seu 15º trimestre consecutivo de crescimento.

Kohl’s – Wisconsin, 1962

A transformação digital nas lojas físicas está sendo protagonizada por um ator antigo do varejo americano, a Kohl’s. A rede é responsável por um dos maiores cases de mudança nas lojas de departamento. A Khol’s fez uma parceria com a Amazon para ter o Kindle em suas lojas. Também possui um serviço novo que permite aos clientes acessarem em suas lojas itens de varejo da Amazon.

Rent the Runway – Nova York, 2009

A Rent the Runway é uma marca de aluguel de roupa, avaliada em cerca de 800 milhões de dólares. Recentemente, recebeu um investimento de 20 milhões de dólares dos chineses Jack Ma e Joe Tsai, fundadores da Alibaba. A marca passou a oferecer um serviço de assinatura para aluguel de roupas, oferecendo produtos que vão de 30 a 159 dólares.

Boohoo – Inglaterra, 2006

A Boohoo está liderando a evolução do fast-fashion. A loja de moda on-line leva apenas duas semanas para levar os lançamentos da moda para os consumidores, superando as grandes marcas H & M e Zara. A empresa, que também é dona da marca de moda teen PrettyLittleThing e da norte-americana Nasty Gal registrou aumento de vendas de 103% nos dez meses encerrados em dezembro de 2017.

As informações são do portal Business Insider.

Leia também: 

O chinês que encara a Amazon de cima para baixo 

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