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Seu direito termina quando a água acaba

Seu direito termina quando a água acaba

Hoje, 748 milhões de pessoas ainda não têm acesso a água potável. Ao todo, 20% dos aquíferos do mundo são explorados além do limite, o que pode comprometer o abastecimento no futuro
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No próximo domingo, dia 22, é o Dia Mundiaol da Água. Mas as notícias, infelizmente, não são das melhores. De acordo com o relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 ? Água para um Mundo Sustentável, se não mudarmos a nossa forma de consumir água, em 2030 enfrentaremos o maior déficit do recurso na história: menos 40% de água no mundo. Alguns dos fatores que corroboram para isso são a intensa urbanização, as práticas agrícolas inadequadas e a poluição.

De acordo com a Unesco, nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça ainda 55% até 2050.

Segundo a oficial de Ciências Naturais da Unesco na Itália, Angela Ortigara, integrante do Programa Mundial de Avaliação da Água, e que participou da elaboração do relatório, a intenção do documento é alertar os governos para que incentivem o consumo sustentável e evitem uma grave crise de abastecimento no futuro. ?Uma das questões que os países já estão se esforçando para melhorar é a governança da água. É importante melhorar a transparência nas decisões e também tomar medidas de maneira integrada com os diferentes setores que utilizam a água. A população deve sentir que faz parte da solução?, diz.

Em regiões onde a situação de falta d’água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, onde a média de consumo de água por pessoa é de dezenove metros cúbicos/dia, ou de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia.

A situação é particular a cada país e a crise hídrica pode ser mais ou menos intensa levando-se em conta o investimento feito para enfrentar o problema. “Grande parte dos problemas que os países enfrentam, além de passar por governança e infraestrutura, passa por padrões de consumo, que só a longo prazo conseguiremos mudar, e a educação é a ferramenta para isso”, diz o coordenador de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão.

O documento foi escrito pelo WWAP e produzido em colaboração com as 31 agências do sistema das Nações Unidas e 37 parceiros internacionais da ONU-Água.

A crise pintada de verde e amarelo

Hoje, sexta-feira, 20, o sistema Cantareira tem 16% de volume armazenado, segundo dados da Sabesp, é o 14º aumento consecutivo. Os reservatórios Alto do Tietê (22,4%), Guarapiranga (79,5%), Alto Cotia (60,1%), rio Grande (97,8%) e Rio Claro (41%) também tiveram aumento em seus volumes.

O problema agora são as doenças causadas pelo reservatório de água caseiro. A dengue nunca esteve tão presente: em 511 municípios do país, a incidência da doença supera 300 casos por 100 mil habitantes ? acima do parâmetro definido pela OMS (Organização mundial de Saúde) para constatar índices altos da doença.

A população precisa estar atenta: guardar água é uma saída para os dias de corte, mas essa reserva deve ser realizada de maneira correta e sempre preventiva.

Mas o mais importante: esta educação que todos estamos tendo com relação ao consumo de água não pode e nem deve deixar de existir. Mesmo que, por um milagre, a água volte a ser um recurso em abundância.

Leia mais:
Plástico no dia a dia: ser ou não ser, eis a questão
Crise hídrica: quem você apontaria como culpado(s)?
 

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