WhatsApp: das mensagens à experiência

WhatsApp: das mensagens à experiência

Com mais de 3 bilhões de usuários mensais no mundo, a plataforma evoluiu de canal de conversas pessoais para hub estratégico de relacionamento, transações e inovação

O WhatsApp nasceu como um aplicativo simples de troca de mensagens pessoais, mas, ao longo dos anos, transformou-se em um canal estratégico para empresas e consumidores. Hoje, a plataforma é vista não apenas como meio de comunicação, mas como uma infraestrutura de negócios, marketing e relacionamento. No Brasil, tem-se consolidado como protagonista da jornada do cliente em empresas de todos os segmentos e portes.

Por trás de todo o sucesso da plataforma, está uma visão estratégica que prioriza o propósito. “Fazemos pesquisas de mercado para entender como os usuários utilizam o aplicativo e seguimos três princípios universais: simplicidade, segurança e privacidade”, afirma Guilherme Horn, head do WhatsApp para Índia, Indonésia e Brasil.

Dessa forma, cada funcionalidade só é lançada após testes em diversos países – uma garantia de adaptação cultural e consistência. “Às vezes, algo que parece simples em um país não é em outro. Esse é um desafio enorme quando falamos de mais de 3 bilhões de usuários mensais no mundo”, destaca o executivo.

Mas, diferente das soluções lançadas ou estimuladas pela empresa, o uso do WhatsApp para se relacionar com as marcas surgiu a partir do comportamento dos próprios usuários. Entendendo esse movimento como algo muito valioso, a Meta passou a investir em soluções “business”.

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Para além dos rótulos

A naturalidade desse movimento, em constante evolução, é consequência da presença do WhatsApp no dia a dia dos brasileiros – são 147 milhões de usuários ativos no País, segundo a Statista. Além disso, o alto custo para criar um hábito digital também atraiu as marcas para o aplicativo.

O modelo conversacional traz o humano de volta para o processo. Isso por si só é muito poderoso

A Meta passou, então, a atuar em três frentes: primeiro, o atendimento ao consumidor; depois, o marketing direto com campanhas e cupons; e, agora, a onda transacional. Com isso, o aplicativo deixou de ser apenas sobre comunicação.

“Somos uma plataforma de negócios. Nos bancos, você faz Pix ou contrata crédito; no varejo, troca um produto. Não é só atendimento ou compra – toda a gama de funções do core business da empresa pode acontecer ali”, observa Horn.

Essa proximidade cria uma relação mais personalizada. “Você sabe exatamente com quem está falando. É um relacionamento muito próximo”, frisa. Algo que ganha ainda mais força quando observamos que a construção da confiança está diretamente relacionada à atenção, ao respeito e à segurança. “Todas as mensagens são criptografadas de ponta a ponta. Nós não temos acesso: não ouvimos, não lemos, não sabemos o que as pessoas conversam. É como falar na sala da sua casa, com intimidade e liberdade”, acrescenta.

No campo da experiência do consumidor, o executivo aponta que o WhatsApp se tornou um verdadeiro hub. Muitas startups já nascem tendo o aplicativo como principal plataforma, sem site ou aplicativo próprio. Agora, com a Inteligência Artificial, a perspectiva é que a plataforma ganhe ainda mais força pela escalabilidade do caráter conversacional.

Atualmente, 82% dos usuários brasileiros já usam o WhatsApp para se comunicar com as marcas. Os contatos são para, principalmente, tirar dúvidas e pedir informações (75%), receber suporte técnico (67%), comprar produtos e serviços (60%) e receber promoções (52%). Os dados são de uma pesquisa da Mobile Time.

A força do modelo conversacional

“Se olharmos para a transformação digital dos últimos 20 anos, o ser humano foi excluído do processo. No e-commerce ou nos apps, não há interação. Agora, na era conversacional, trazemos o humano de volta para o digital”, destaca Guilherme Horn.

Esse movimento é ainda mais forte no Brasil. “Somos um País conversacional. Gostamos de falar, de interagir. No varejo brasileiro há mais atendentes que na Europa ou nos Estados Unidos, porque aqui as pessoas querem contato humano. O modelo conversacional traz o humano de volta para o processo. Isso por si só é muito poderoso”, completa.

Além disso, a plataforma tem um poder inclusivo. “A mensagem de áudio rompeu a barreira do analfabetismo. Pessoas que não leem e não escrevem conseguem se comunicar por áudio. No Brasil, mandamos quatro vezes mais mensagens de voz que a média mundial”, destaca.

Quanto ao uso corporativo, a plataforma alcançou todos os setores da economia, com destaque para Bancos, Fintechs e o Agronegócio. “No Agro, as negociações ocorrem pelo WhatsApp. Na Saúde, na Indústria, em diferentes áreas, o uso é intenso.”

E daqui para a frente? Para o executivo, a inovação virá das próprias pessoas, de como o mercado usará as ferramentas, além das necessidades que surgirem com o tempo. Ele evita previsões de longo prazo, especialmente na era da Inteligência Artificial, mas garante que o Brasil seguirá em posição de destaque.

“As novidades que implementamos nascem dos aprendizados com os usuários. O roadmap de produtos vem de pesquisas e interações. Em tempos de IA, fica difícil prever. O Brasil tem uma posição de destaque nessas inovações. Pela nossa criatividade e pelo nosso engajamento diário com o WhatsApp, o País assume uma posição de liderança na inovação de aplicações dentro da plataforma”, finaliza Horn.

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


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