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Empresas não devem dar opinião

Empresas não devem dar opinião

Imagem: Andrii Yalanskyi/Shutterstock

Recentemente, um incidente no Web Summit, em Portugal, ressaltou uma questão crítica para o mundo corporativo: o equilíbrio delicado entre a expressão individual e a identidade de uma empresa. O tradicional evento enfrentou uma crise de imagem e participação, perdendo congressistas, palestrantes e todos os principais patrocinadores. Tudo devido a um posicionamento infeliz, seguido de uma retratação mais infeliz ainda, por parte do seu fundador e então CEO Paddy Cosgrave. Mesmo ele tendo renunciado ao cargo, a repercussão e o efeito devastadores sobre o evento se fizeram presentes, e o conteúdo sofrível deixou sequelas naturais nos tradicionais participantes do Web Summit.

Este caso ilustra um dilema contemporâneo: Até que ponto as empresas devem expressar opiniões sobre diferentes temas que não os da abrangência de seu negócio? Via de regra, o foco de qualquer empresa reside no desenvolvimento de produtos e serviços com qualidade, focados no cliente e com a necessária sustentabilidade e respeito a todos os stakeholders.

De anos para cá, com a crescente polarização e a presença massiva de todos nas redes sociais, as corporações ficaram altamente pressionadas a tomar posições e partido em debates, inclusive políticos. Com isso, reputações centenárias são colocadas em xeque por divergências políticas e  ideológicas. Como diria o impagável Umberto Eco, em um mundo de bilhões de pessoas dando opinião sobre tudo e todos, é natural inferir que a profusão de idiotices reproduzidas em profusão nas redes supera qualquer bom senso.

O impacto de declarações diferentes por executivos de empresas acomete não somente a imagem de seus profissionais como repercute em todas as classes sociais e gerações. É um tsunâmi a cada minuto. E quando um CEO expressa uma opinião pode, inadvertidamente, excluir uma parcela significativa de stakeholders. Por esse motivo, muitas vezes o mercado corporativo exala ares de clichês em face da ditadura do media training, com todos os discursos robotizados. Perdeu-se a autenticidade e a espontaneidade que fazem a diferença.

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Isso me traz à memória grandes ídolos do esporte, como Pelé, Michael Jordan, ou até mesmo Messi, os quais, em nenhum momento, se posicionaram sobre assuntos que não se restringissem ao esporte praticado. Michael Jordan, por exemplo, quando instado a posicionar-se a favor do Partido Democrata, foi emblemático ao dizer: “Republicanos também usam tênis.” E continuou ídolo de todos os americanos até hoje.

Além disso, a necessidade de manter uma neutralidade corporativa estende-se para além das declarações polêmicas. Em um mundo onde as redes sociais amplificam cada palavra e cada ação, as empresas devem ser ainda mais vigilantes em relação à sua postura em assuntos públicos. A expressão de opiniões corporativas deve ser equilibrada e alinhada aos valores e aos objetivos da empresa, evitando divisões internas e externas.

O consumidor moderno sempre teve o interesse crescente em conhecer, cada vez mais, as empresas que prestigia, para muito além de fatores como preço, qualidade e serviços, inserindo ativos intangíveis como propósito, preocupação com o meio ambiente, garantia de origem e muitos outros pontos. Este é um equilíbrio delicado: Como uma empresa pode se posicionar e comunicar determinadas estratégias enquanto evita cair nas armadilhas da polarização ou das perigosas entrelinhas de um contexto?

A resposta encontra-se nos pilares, princípios e valores que nortearam a fundação, a criação e o desenvolvimento de cada empresa ou negócio. Quando se enviesam por modismos clichês influenciadores do momento e/ou iniciativas tempestivas, acabam criando prejuízos colossais para o negócio. Isso é uma realidade intrínseca a todo o mundo ocidental. Crises ocorrem e irão ocorrer na velocidade da luz. Cabe às empresas assumir suas responsabilidades e escolhas com comunicações claras, transparentes e devidamente alinhadas aos valores inquestionáveis que compõem as suas histórias.

Mais do que nunca, um compromisso genuíno com a diversidade e a inclusão contribui para a criação de um ambiente de valorização das diferentes perspectivas e propósitos, em que o diálogo construtivo prevalece sobre a polarização. Em tempos de surtos desmedidos de boicotes e cancelamentos sem fim, a abertura ao diálogo, à moderação e à prudência não é apenas uma escolha, mas a única via para garantir a perenidade do negócio das empresas e de sua reputação.

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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