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Rede e Itaú passam a pagar vendas no crédito ao lojista em 2 dias

Rede e Itaú passam a pagar vendas no crédito ao lojista em 2 dias

Com redução no prazo de pagamento ao lojista, bancos dificultam negócios de fintechs que vivem de antecipação de recebíveis
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A Rede, empresa do Itaú que opera as maquininhas de pagamento, anunciou um movimento inédito no mercado brasileiro de pagamentos. O comerciante que vender no cartão de crédito à vista com a maquininha Rede e receber pelo Itaú terá os valores depositados em dois dias, com custo zero de antecipação.

Para os lojistas, a venda via maquininhas de cartão de débito ou crédito sempre representou um desafio de operacionalização do capital de giro, já que há serviços que pagam em até 45 dias depois de feita a compra. Foi com a intenção de reduzir o prazo para recebimento que inúmeras fintechs entraram no mercado, popularizando o serviço de crédito que ficou conhecido como antecipação de recebíveis.

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As novas condições da Rede valerão a partir de 2 de maio e vão contemplar empresas com faturamento de até R$ 30 milhões por ano. “Essa é uma iniciativa que atinge positivamente milhões de empreendedores e com potencial para influenciar outros movimentos no setor, especialmente porque não estamos nos referindo a uma oferta de tempo limitado”, afirma Marcos Magalhães, diretor-presidente da Rede.

Impacto sobre as fintechs

A extensão de medidas como a da Rede, de reduzir significativamente a diferença entre o tempo da venda e do recebimento do dinheiro, pode impactar de maneira definitiva o mercado de boa parte das fintechs, podendo extinguir a linha de crédito voltada para antecipação de recebíveis. O Sindicato das Sociedades de Fomento Comercial – Factoring do Estado do Rio Grande do Sul (Sinfac-RS), fez um levantamento – publicado em 2018 – apontando que a redução no prazo de pagamento aos lojistas poderia acabar com 35% das operações dos fundos e das fintechs que operam hoje as novas empresas de meios de pagamento.

A redução dos prazos de pagamento foi acelerada em 27 de março, com o anúncio da Abecs (Associação Brasil das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços – de empresas ligadas aos principais bancos do País) sobre a liberação do novo serviço de crediário por meio do cartão de crédito do consumidor, que permitia pagamentos ao varejista em até 5 dias depois da compra.

Quem ganha e quem perde?

Para o conselheiro da ABFintechs (Associação Brasileira de Fintehcs), Guilherme Horn, o varejo ganhará com os novos serviços por conseguir otimizar seu capital de giro e o consumidor tende a ter mais oferta de crédito. Quem mais deve sofrer são mesmo as fintechs que operam com antecipação de recebíveis. “A antecipação é um serviço muito importante para as novas operadoras de maquininha porque hoje precisam disso para sobreviver. É uma receita importantíssima para fintechs, adquirentes e subadquirentes.

Horn afirma que os bancos e suas operadoras de maquininhas são capazes de absorver o custo que implica reduzir os prazos de pagamento, algo que não está ao alcance dos players menores. “Existe um custo de oportunidade, no mínimo, se você considerar o retorno do CDI, por exemplo. Esse dinheiro custa e se o banco está oferecendo nessas condições, ele está perdendo”, avalia.

Para Horn, as fintechs precisarão focar na oferta de novos serviços ao invés de investir em uma disputa com os grandes players pelo mercado de antecipação de recebíveis. “Uma guerra de preços nunca é saudável porque você deixa mortos e feridos no meio do caminho. Quando um gigante inicia uma guerra de preços você deve buscar diferenciais em outros serviços”, alerta.

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