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Maioria das reclamações na Black Friday envolve problemas na entrega

Maioria das reclamações na Black Friday envolve problemas na entrega

A famosa “maquiagem de preços” também foi motivo de queixas de consumidores ao Procon de São Paulo no período promocional
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O Procon de São Paulo recebeu 889 reclamações relacionadas à Black Friday até a manhã do dia 28 de novembro. A maior parte das queixas dos consumidores tiveram como motivação problemas na entrega dos produtos adquiridos em e-commerce. Juntando os relatos de atraso com os registros de produtos comprados que não chegaram até a casa dos compradores, foram 286 questionamentos, o que corresponde a 32% do total de incidências comunicadas ao órgão de defesa do consumidor.

Outro ponto que mais uma vez chateou os consumidores durante a data promocional foi o “falso desconto”, também conhecido como “metade do dobro”. Essa maquiagem fez com que 104 queixas fossem registradas no Procon-SP logo nos primeiros dias após a Black Friday. Também houve reclamações sobre a entrega de produtos ou serviços diferentes dos que foram adquiridos, incompletos ou danificados; mudanças no preço no momento de finalização da compra; e a escolhas de produtos que logo em seguida eram dados como indisponíveis.

Nas redes sociais, o Procon-SP também orientou os consumidores e sanou dúvidas. Até o dia 28 de novembro, 1138 consultas foram feitas sobre a Black Friday. O órgão disponibilizou um canal específico em seu site para que fossem feitas reclamações relacionadas a data promocional, aberto aos consumidores no dia 11 de novembro e que segue recebendo denúncias.

Entramos em contato com o Procon do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, mas os órgãos ainda não divulgaram um balanço, mesmo que parcial, das queixas dos consumidores nessa Black Friday. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também ainda não tem dados sobre a BF deste ano.

Apesar disso, há duas semanas, o Procon-RJ divulgou que notificou oito sites por irregularidades na propaganda da Black Friday. Segundo o órgão, isso inclui publicidade enganosa e ausência de informações claras sobre os produtos. A ação fez parte de uma fiscalização, que começou no final de outubro e permaneceu ao longo do mês de novembro, com o objetivo monitorar descontos promocionais na internet. Passaram por fiscalização páginas de eletrodomésticos, eletrônicos, vestuário, clínicas estéticas, empresas de turismo, joalherias, farmácias e lojas de brinquedos.

O Procon fluminense também fez um monitoramento dos preços de produtos que costumam ser muito procurados na Black Friday. A intenção foi verificar se houve maquiagem de preços durante o período promocional, na tentativa de enganar os clientes. Foram pesquisados os valores de 649 itens entre celulares, airfryers, microondas, lavadora, aspirador robô, smart speakers, notebook, geladeira, TV, videogame e fogão. Os dados ainda não foram divulgados.

Aparentemente, as reclamações em relação aos problemas da Black Friday diminuíram neste ano, em relação ao ano passado. Mas, essa redução pode ter sido motivada pelo movimento considerado “morno”, na data que é uma das mais importantes do varejo brasileiro.


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