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Propósito: um fim ou um meio para os negócios?

Propósito: um fim ou um meio para os negócios?

Como as empresas estão deixando de mirar o lucro imediato para apostar no retorno financeiro a longo prazo
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O mundo dos negócios não é mais o mesmo, e não para de se transformar. O acesso cada vez mais amplo à informação tem colaborado, nos últimos anos, para um maior ativismo de colaboradores e para que a sociedade cobre das empresas posicionamentos mais responsáveis em termos sociais, ambientais e de governança. Nesse cenário, um outro fator além do lucro tornou-se fundamental para o sucesso das organizações: o propósito.

A importância do propósito

O propósito de uma empresa pode ser definido como os sonhos das pessoas que a constroem, e são esses sonhos que sustentam toda a sua cultura. São eles que motivam as pessoas, lhes dando o direcionamento necessário para trabalharem juntas e construírem algo relevante.

Um levantamento feito pela Fortune e pela McKinsey & Co com 45 dos principais CEOs do mundo revelou que, de maneira geral, os executivos se mostraram entusiasmados com a possibilidade de impactarem positivamente a sociedade, embora não deixassem de reconhecer que, a longo prazo, isso também pode ser economicamente interessante.

De acordo com o CEO da IBM, Arvind Krishna, “propósito e lucro caminham juntos, reforçando-se mutuamente”. Isso significa que as organizações lideradas sob a ótica do propósito devem mirar objetivos de longo prazo, criando valor com o passar do tempo e fazendo com que, eventualmente, seus ideais venham a convergir com o lucro.

Outra conclusão do levantamento é que o propósito tem ainda o poder de estimular a criatividade e a inovação nas organizações, porque engaja seus colaboradores, especialmente os mais jovens. Para que isso ocorra, no entanto, é preciso que o propósito da empresa seja autêntico e faça realmente parte de seu DNA, com ações que correspondam ao seu discurso.

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Como aplicar propósito em um negócio?

Essa talvez seja uma das principais questões de empreendedores e executivos atualmente. De um lado, algumas empresas buscam injetar um propósito em suas estruturas a qualquer custo, adotando-o de maneira superficial. De outro, empreendedores idealistas teimam em se aventurar no mundo dos negócios movidos exclusivamente pelo propósito, como se ele, por si só, fosse suficiente para garantir o sucesso de um negócio. Mas, afinal, é possível conciliar as duas coisas?

Para o CEO e cofundador do Instituto Brasileiro de Presença Digital, Luiz Felipe Grossi, o maior erro que as empresas cometem atualmente é crescer apenas em propósito, sem evoluir em gestão e estruturação de marketing para atrair clientes. “Os empreendedores precisam saber conciliar propósito com a saúde financeira de sua empresa, sempre focando no crescimento de seus negócios”, diz.

Para ele, a melhor forma de conciliar lucro e propósito dentro de uma organização é trabalhando os propósitos individuais das pessoas e da empresa. “Os colaboradores precisam entender que, quanto mais a empresa crescer, mais oportunidade de crescimento e desenvolvimento todos que estão ali terão.”

Grossi afirma que toda empresa precisa trabalhar três pilares de crescimento: pessoas, produtos e processos. Segundo o CEO do IBPD, por mais que possa parecer um dilema, conciliar propósito e lucro é perfeitamente possível: “Fomos educados a achar feio alguém querer lucrar, parece algo ruim, mas na realidade é algo bom e necessário. Lucrar desonestamente sim é errado. Entregar um trabalho eficiente e transformador e receber por isso é justo”, conclui.


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