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Propósito, inclusão e experiência em serviços financeiros

Propósito, inclusão e experiência em serviços financeiros

Trazer a educação financeira como a base de acesso e inclusão a serviços financeiros é um dos pilares da Conta Black, fintech que tem como público principal brasileiros das classes C, D e E.

Publicitário de coração e atuando há mais de 20 anos nesse mercado, Sergio All explica que sua experiência está muito pautada no mercado de consumo e tendências, o que o levou a entender com mais clareza os interesses do consumidor brasileiro.

“Grande parte do consumidor brasileiro quer ter acesso a produtos e serviços. E como as empresas se conectam com esse consumidor? Esse é o grande desafio que o mercado publicitário de comunicação tem feito para vender”.

E eu acabei entendendo que o mercado não é feito de produtos e serviços, ele é feito de pessoas.
Sergio All

“E a pergunta é: essas pessoas têm acesso a produtos e serviços financeiros que os levem a consumir? Essa é a pergunta que eu sempre levantei na minha jornada empreendedora. Eu, como profissional da área de comunicação, tive a minha dor em ter acesso a serviços financeiros, ter acesso ao crédito, que é o que mais de 90% da população brasileira empreendedora tem procurado justamente para empreender neste país”, relata o empreendedor.

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Mulheres têm mais dificuldade de acesso aos serviços financeiros

Para o executivo, existe uma grande disparidade em relação ao acesso financeiro no Brasil, principalmente pelo fato que grande parte da população empreendedora é preta e periférica.

“Mais de 57% da nossa população é preta, periférica e nesse grande recorte a maioria é mulher. Então a gente percebeu que o sistema financeiro tem, de uma certa forma, excluído grande parte dessa população de ter acesso a serviços financeiros básicos, de ter acesso a crédito ou ensinar a população a ter acesso a crédito. E como isso é possível? Através de educação financeira.

Segundo Sergio All, em um mercado empreendedor que representa 57% da população, 81,6% são pretos e 57,7% são mulheres. Diante desse número, o executivo é taxativo: “a empresa que não é diversa, que não aceita fornecedores diversos, principalmente mulheres, repensem a sua forma de atuar porque elas são um grande exército, e elas precisam ter acesso a serviços financeiros, a educação financeira para que elas possam empreender”, destaca.

Leia Mais: Como antecipar tendências: olhe para além do óbvio

Como surgiu a Conta Black

“Eu era um empresário do mercado publicitário, com uma empresa devidamente estruturada com mais de 30 funcionários e com um ótimo score, mas eu tive o meu acesso ao crédito negado, sem uma justificativa plausível. Aí eu fiquei me questionando: quantos ‘Sergios’ existem?

Com o advento das fintechs, que vieram para desmistificar esse mercado, o número de desbancarizados no país caiu para 34 milhões. Só que esses 34 milhões movimentam mais de 400 bilhões fora do sistema bancário – e acredite – é um público empreendedor que com crise ou sem crise, eles seguram a economia do nosso país”, salienta Sergio All.

Foi a partir desse imbróglio que o empresário apostou em um desafio: criar uma conta digital que trouxesse como seus principais ingredientes o acesso e a inclusão a serviços financeiros básicos. E, para que oferecessem esse serviço, foram feitos diversos estudos para descobrir quais são as mazelas desse público empreendedor. Segundo o executivo, esses são alguns dos dados que o levou a criar a Conta Black.

“Eu percebi que grande parte desses empreendedores, pelo menos 37,7% planejam pedir empréstimos a amigos e familiares, já que o sistema financeiro sempre os mantiveram à margem. Outro item que eu acabei percebendo, é que 32% desses empreendedores, que são pretos, pardos e periféricos, tiveram um ou mais pedidos de crédito negados por seu banco, sem que fossem esclarecidas as razões. Foi o meu caso! Eu, um jovem empreendedor que estava apto para ter acesso a crédito, tive meu crédito negado. As razões não foram devidamente esclarecidas para a negativa, então eu me coloquei nesse mesmo lugar”, conta.

Ampliar financeirização

O empresário lembra também que, durante seu tempo de pesquisa, descobriu que 79,7% dos empreendedores pretos e periféricos não têm reserva de emergência para capital de giro.

“Então se eu não tenho acesso a serviços financeiros, não tenho score de crédito, não consigo ter acesso a esse dinheiro para construir capital de giro para empreender. Essa foi uma das dores que a gente percebeu: o quanto é necessário construir programas de acesso com educação financeira para preparar esse público, que é mostrar como que eu me capacito para ter acesso ao crédito enquanto pessoa física.

Já como pessoa jurídica, um dos nossos desafios é trazer luz a essa questão, de como preparar o empreendedor para ter acesso a crédito, para que eles possam ter acesso a capital de giro ou reserva de emergência.

Também acabei descobrindo que muitos jovens, principalmente de áreas periféricas, não têm acesso a serviços bancários e nem aos apps por causa do acesso à internet. Apesar das tecnologias virem com o objetivo de trazer a inclusão, infelizmente existem barreiras digitais que impedem grande parte desse público de ter acesso a esses serviços”, pontua o empresário.

Quem é o público da Conta Black

De acordo com o publicitário, 60% do público do banco digital são MEI. Outro dado relevante é que mais de 51% dos clientes estudaram até o ensino médio, e 30,8% não tem CNPJ, ou seja, uma grande parte desse público, que não tem acesso a serviços financeiros, à educação financeira, não tem acesso a capacitação para que possam estar devidamente com seus pequenos negócios formalizados para construir score de crédito e uma persona dentro do mercado financeiro.

“E uma pergunta que eu fiz é o que esses empreendedores precisam para continuar fomentando o empreendedorismo. Descobri que 26,6% precisam ter acesso a comunicação para aprender a vender o seu negócio, para que sejam vistos e lembrados no mercado, e que 13,9% precisam aprender a planejar, e muitos que não planejam não tem os seus pequenos negócios formalizados, e isso tem tudo a ver com processo de inclusão. Ainda, 12% precisam ter acesso a empréstimo”, esclarece o publicitário.

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Cultura e educação financeira para combater a desconfiança

O empresário também destaca que o mercado financeiro tem construído uma imagem que leva o público brasileiro a desconfiar do sistema, elencando três itens principais:

  • A insatisfação com um modelo excludente e burocrático tem feito que muitas pessoas empreendam sem ter a instituição financeira como sua principal aliada;
  • A insatisfação com a falta de transparência, principalmente nas taxas, também tem gerado essa dificuldade no relacionamento;
  • A falta de acesso a serviços financeiros básicos, um dos itens que grande parte dessa população se viu independente do serviço financeiro, tem levado um percentual dessa população a se endividar, tendo acesso a serviços de créditos mais caros, como agiotas e outros meios.

“Muitos falam que o brasileiro não tem o senso de educação financeira porque não faz parte da cultura, né? Eu vim de uma outra década, dos anos 70 e 80, eu sou de uma época que quando as crianças nasciam, grande parte dos pais abriram uma conta poupança. Eu sou filho de uma empregada doméstica e de um metalúrgico que tinha 6 filhos, e eles guardavam um pouquinho por mês na conta de cada filho! Imagine!

Então eles ensinaram pra gente o valor do dinheiro. Mas isso foi se perdendo de acordo com os anos, com o aumento da inflação, com o desemprego… vários fatores que construíram esse senso do não uso da educação financeira no dia a dia, na economia doméstica, no ensino dos filhos e, para quem empreende, a importância do empreender”, relembra Sergio All.

Barreiras digitais, capacitação e construção de legado

“Para nós o papel da inclusão é muito importante para a jornada empreendedora, e o Conta Black, como um banco digital, vem cumprindo o papel que a maioria das contas digitais vem fazendo, tentando diminuir esse gargalo da exclusão financeira.

Mas o ponto que eu acho muito importante é que ainda existem barreiras, mas agora barreiras digitais que impedem que parte desses empreendedores tenham acesso a serviços financeiros inclusivos para construção de legado.

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Ainda temos uma missão que é trazer a visão de prosperidade, que é possível empreender neste país, e apesar de todas as dificuldades, continuar sonhando. Quando você sonha, você tem como objetivo realizar o seus sonhos, não estou falando de fantasia, estou falando de sonhos, e a construção de sonhos é muito importante.

E eu sou a prova viva de que sim, é possível realizar

Nós precisamos capacitar os empreendedores, temos que mostrar para eles que no Brasil é possível sim ainda sonhar, empreender, continuar usando a educação como meio de ter acesso a serviços financeiros e construir experiências e jornadas para que a desconfiança caia por terra e essa pessoa possa nos ver como principal parceiro e aliado no dia a dia”, conclui o executivo.


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