As peculiaridades e encantos da Geração Z preocupam e fascinam as empresas, que buscam caminhos para se conectar com o público que já representa cerca de 25% da população brasileira. O CONAREC 2025, com o painel Tendências de comportamento: as modas, manias e memes da Geração Z, trouxe provocações importantes sobre esse desafio atual.
O bate-papo foi conduzido por Renata Alcalde, coordenadora de Pós-graduação em Creator Economy da ESPM, e teve como convidado Luiz Menezes, fundador e CEO da Trope.
Renata destaca a importância de marcas adequarem sua narrativa à linguagem da GenZ. Para ela, o maior exercício dos profissionais de hoje é aprender com essa geração que dita aspirações e consumo. “Se eu não tiver uma linguagem adequada para conversar com eles, possivelmente não vou me conectar. É um privilégio para quem não é GenZ poder aprender com a GenZ, porque eles são a geração aspiracional dos mais novos”, afirma.
Luiz reforça que o ponto de partida para qualquer estratégia é reconhecer a pluralidade dentro do grupo. “Não dá para falar que a GenZ do Norte se comporta igual à do Sul. E mais: dentro desse universo existem microcomunidades com códigos próprios. A GenZ que curte o Barretão (Festa do Peão de Barretos) não é a mesma do Lollapalooza”, explica.
Em busca da estratégia correta
Um dos grandes desafios para as marcas, segundo o CEO da Trope, é equilibrar velocidade e profundidade. “Autenticidade não é um selo que a marca coloca no peito, é o consumidor que percebe. Se perder o timing da internet, a estratégia soa forçada”, pontua.
O CEO, que também pertence à Geração Z, ainda ressalta que memes e trends são poderosas ferramentas de conexão, mas precisam ser usadas de forma genuína e contextualizada.
Nesse sentido, Renata reforça que nem todas as empresas precisam “virar um Duolingo” para se comunicar com a nova geração. “Às vezes não faz sentido. O que vale é o match entre propósito e público. Não é sobre copiar formatos, e sim sobre entender códigos”, avalia.
Na visão de Luiz, o consumidor é atualmente o verdadeiro estrategista cultural. “Ele vai mexer no nosso produto, vai dar novos usos. Se a marca não estiver preparada para isso, perde relevância”, destaca.
Ao encerrar o painel, Renata deixa uma reflexão sobre mindset e escuta ativa: “As marcas precisam muito mais ouvir do que dar voz. É sobre colocar o chapéu do consumidor e enxergar uma geração que não vem só para consumir, mas também para ensinar”.
O CEO da Trope conclui destacando: “Se vocês querem alcançar as novas gerações, envolvam essas pessoas. Tragam a GenZ para perto. Isso faz toda a diferença”.





