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Outback à moda brasileira

Outback à moda brasileira

Inspirado na Austrália. De origem norte-americana. Importado para fazer sucesso no país do futebol
Legenda da foto
Fotos: divulgação assessoria de imprensa

Que a legislação tributária brasileira pode ser um impasse para sua própria economia quanto a investimentos externos, isso não é novidade. A surpresa está, justamente, no boom de empresas estrangeiras no país: Forever 21, Gap, Topshop, Carrefour, Walmart, Dunkin? Donuts e por aí vai.

E, mesmo com toda a burocracia, o Outback Steakhouse continua inaugurando mais unidades no país. Hoje são 56 estabelecimentos em 23 cidades brasileiras; seis mil outbackers (funcionários) diretos; e 94% de satisfação do cliente em pesquisas internas.

?Existem aspectos burocráticos que acabam demandando muito dos estabelecimentos. Isso quer dizer que questões administrativas são parte do funcionamento de um restaurante. Mas o foco deve estar na operação, no cliente e em oferecer o melhor serviço e produto?, comenta Salim Maroun, presidente do Outback Steakhouse Brasil, sobre os desafios encontrados no país.

?Por este motivo, o Outback hoje conta com uma estrutura administrativa para suportar os restaurantes da rede para que os sócios proprietários possam ter atenção total na excelência da operação dos restaurantes?, explica o presidente.

Talvez, este seja um dos motivos de tanto sucesso: mais de 7 milhões de Bloomin?Onions (cebolas douradas gigantes) vendidas e crescimento de 20% ao ano em número de unidades. ?Isso deve continuar linearmente nos próximos anos e estamos muito satisfeitos. O conceito do Outback apresenta um estilo jovial e é conhecido por ter um serviço de excelente qualidade, mas de abordagem informal, com proximidade entre atendimento e clientes. Isso é muito apreciado por pessoas que gostam do fato de se sentir em casa e estar em um ambiente com amigos ou familiares?.

O Outback do Shopping Center Norte, na capital paulista, foi em 2013 a unidade que mais faturou no mundo, pela terceira vez consecutiva. “Dos dez maiores restaurantes do mundo em faturamento, nove são brasileiros. Sem dúvida comemoramos a consolidação da rede e o sucesso das operações brasileiras”, afirma Salim.

O restaurante adota o conceito de casual dining, um modelo intermediário entre lanchonetes e alta gastronomia, que faz uso de referenciais de lugares específicos do mundo. Neste caso, da Austrália. ?A rede sabe que muitos clientes optam por ela para celebrar momentos especiais e, por isso, investe para aproximar o consumidor do local, como se estivesse fazendo algo na própria casa.?, explica Salim.

?Mas o principal é mesmo o atendimento. Em todos os restaurantes da rede os funcionários são instruídos a agachar para olhar nos olhos dos clientes enquanto atendem. O brasileiro gosta de celebrar à mesa e o Outback oferece o ambiente perfeito para compartilhar grandes momentos com pessoas especiais?, completa.

O Outback Steakhouse nasceu nos Estados Unidos, em 1988, inspirado na região do deserto australiano. Em novembro de 1997 veio para o Brasil, com um restaurante no Rio de Janeiro. E na Barra da Tijuca o restaurante não apenas conquistou o público, mas também incentivou a abertura de unidades em outras 22 cidades.

 Prata da casa
O Outback não é franquia, mas trabalha com sócios. A rede é responsável pelo investimento para a abertura de um novo restaurante ? atualmente, algo próximo a R$ 4,5 milhões. Os sócios proprietários fazem um investimento de R$ 60 mil, referente à sociedade com a empresa. Não são divulgados valores de remuneração e participação nos resultados dos restaurantes dos sócios.

Segundo a empresa, 65% dos sócios proprietários começaram suas carreiras dentro do restaurante, na cozinha ou no atendimento. ?Sócios que iniciaram suas carreiras no Outback e hoje fazem parte do time de lideranças da companhia são exemplos do nosso plano de carreira, principal razão para que os outbackers permaneçam conosco?, comenta Salim.

?O desenvolvimento de carreira permite que todos possam assumir mais desafios ao longo do tempo e eventualmente chegar a ser sócio gestor da empresa, liderando um dos restaurantes da rede conforme seu desenvolvimento. Essas pessoas carregam consigo o DNA da hospitalidade, da operação. Nossos sócios proprietários cuidam de nossas pessoas, para que elas cuidem de nossos clientes?, explica.

Cardápio mundial
O cardápio da rede segue o padrão internacional em suas unidades no mundo todo. Isso cria uma característica única entre o consumidor e o estabelecimento. ?Itens clássicos como a Bloomin?Onion e a Ribs On The Barbie (costela de porco defumada e grelhada, servida com molho barbecue) estão presentes em todos os restaurantes da rede no mundo?, conta Salim.

Mas, para conquistar o cliente brasileiro, dois itens típicos foram adicionados ao menu: as tradicionais picanha no sal grosso e caipirinha. ?No caso da picanha, incluímos no cardápio por ser um corte típico do país. Este é o único corte preparado com sal grosso, ao estilo brasileiro. As caipirinhas também são particularidades do nosso país e, por isso, são exclusivas no nosso cardápio?, explica o presidente.

Além da brasilidade e dos clássicos, o cardápio oferece opções de saladas, sopas, massas, frango, peixe, sanduíches, sobremesas e opções para as crianças. Todos os ingredientes são frescos e preparados diariamente. A rede também conta com o menu específico para o bar, com chope, diversos tipos de caipirinha e carta de vinhos ? com indicações de harmonização com as carnes do cardápio.

Durante a Billabong Hour ? happy hour da casa – as bebidas alcoólicas são servidas pela metade do preço (exceto garrafas). Entre as novidades trazidas para o Brasil destacam-se as cortesias de refil de refrigerante e iced tea: o cliente só paga o primeiro copo e todos os seguintes são por conta da casa.

?Podemos comprovar que o investimento no mercado brasileiro mostrou-se um acerto. Nossa fama de marca extrovertida, generosa e hospitaleira, com serviço de qualidade, se espalhou rapidamente?, finaliza Salim.

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