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Open Finance faz 2 anos com desafio de ser mais simples

Open Finance faz 2 anos com desafio de ser mais simples

Adesão cresce, e vantagens de sistema de compartilhamento de dados financeiros começam a ganhar os brasileiros
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O sistema Open Finance de compartilhamento de dados financeiros entre instituições completou dois anos esta semana. Com ele, os brasileiros podem receber ofertas de crédito, de investimentos e facilitar processos de compra e venda. Segundo a Febraban, mais de 17,3 milhões de consentimentos para o compartilhamento de dados pessoais e bancários entre instituições financeiras participantes já foram dados desde então.

Só no Mercado Pago já são mais de 600 mil usuários ativos, entre consumidores e empreendedores, das soluções de Open Finance que oferecem melhores condições de crédito e de investimento.

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O principal diferencial para empreendedores, segundo Priscila Faro, head de legal fintech do Mercado Pago, é a agilidade que o Open Finance traz para as transações. “Já temos 300 mil usuários utilizando o iniciador de pagamentos e e-commerce dentro do Mercado Livre com esse iniciador no check out. Nós fomos o primeiro a ser autorizado pelo Banco Central a exercer essa atividade”, explica.

A modalidade facilita a conclusão da compra, acabando com a necessidade de sair da página para confirmar a transação – seja ela crédito, débito ou Pix. “Essa facilidade incrementa as vendas e facilita experiência”, ressalta Priscila, que faz um comparativo com o próprio Pix: “na época da implantação, as vendas subiram 27% e o ticket médio de 50%, a tendência é que aconteça o mesmo à medida em que mais pessoas se familiarizem com o Open Finance”.

Para entender melhor: iniciador de pagamentos

Antes do Open Finance, para colocar saldo na conta, do Mercado Pago ou de outro banco digital, por exemplo, era preciso imprimir um boleto e fazer o pagamento, ou entrar no banco e digitar o Pix, TED ou DOC. Agora, com a função de iniciador de pagamentos é possível levar seus recursos de lá para cá e de cá para lá, tanto entre mesmos titulares quanto em processos de compra e venda.

A cada fase, mais soluções

Em levantamento recente feito pela Febraban com os bancos associados participantes do projeto, foram mapeados 45 produtos e serviços já oferecidos aos clientes, entre eles, de agregadores financeiros, para iniciação de pagamentos, soluções para ofertar melhores propostas de crédito, e serviços voltados para cashbacks e tarifas.

Neste ano, o foco será implantar a fase 4, que, agora, englobará as informações relacionadas a participantes não bancários, como corretoras e seguradoras, fazendo que o escopo do projeto no Brasil se torne mais amplo do que nos casos internacionais.

Leia Mais: Por que bancos tradicionais estão se rendendo às fintechs?

A infraestrutura funciona no Brasil sob regulação do Banco Central. O sistema trabalha por meio de APIs (interfaces de programação de aplicações), que fazem a conexão entre as instituições participantes e permitem a troca de informações entre elas de uma maneira padronizada. O cliente dá o seu consentimento para o compartilhamento de suas informações, que deverá ser usado pela instituição somente para a finalidade específica na qual foi autorizada e dentro de um período escolhido, não podendo qualquer instituição fazer o uso das informações para outra finalidade.

“O engajamento dos bancos, por intermédio da Febraban, tem sido determinante para a implantação do Open Finance no Brasil em tempo recorde de implementação e com escopo maior do que observado em outros países. Hoje contamos com 12 grupos de trabalho diferentes na Febraban que se dedicam à implementação da infraestrutura”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban, que complementa: “A expectativa da Febraban com a implantação completa do Open Finance é positiva.”

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Para entender melhor: compartilhamento de dados

O usuário que decide compartilhar os dados de uma instituição financeira com outra: extratos, informações de empréstimos, cartão de crédito, salarial e patrimonial, pode decidir quais e por quanto tempo essas informações serão compartilhadas. Além disso, o cliente pode a qualquer momento revogar a autorização. As instituições autorizadas a participar precisam passar pelo crivo do Banco Central, que analisa a segurança e a capacidade de integração de cada uma delas.

Quanto mais brasileiros aderirem ao Open Finance, melhor ele é

Brasileiros já recebem ofertas de crédito e investimentos via Open Banking, mas ainda não conhecem seus benefícios, aponta estudo. Uma pesquisa mostrou que 44% dos usuários do Mercado Pago, banco digital do Mercado Livre, ainda não sabem o que é isso. Dos usuários que têm conhecimento sobre o termo, 76% acreditam que terão melhora da vida financeira.

O objetivo do Mercado Pago é ambicioso: levar o Open Finance a toda sua base de usuários, atualmente 34,6 milhões de pessoas. E um dos desafios para conseguir bater essa meta é facilitar a usabilidade do sistema pelos usuários. “As funcionalidades devem ser fáceis, o uso autoexplicativo, estamos trabalhando internamente muito para isso, para que o Open Finance se torne uma ferramenta que possa ser utilizada com menos cliques possíveis”.

O foco neste momento está totalmente voltado para a jornada do cliente, buscando superar algumas barreiras. “Por exemplo, queremos deixar o iniciador de pagamentos cada vez mais fácil, evitando o redirect, a segunda confirmação. O desafio é tornar o Open Finance simples para quem o utiliza”, conta a head de legal fintech.

Leia Mais: Soluções financeiras podem produzir experiências memoráveis

Mais uma vez a comparação é com o Pix, que ganhou o coração e o smartphone dos brasileiros. O uso intuitivo, simples e ágil tem uma estrutura robusta por trás. Para Priscila, a lógica é a mesma, apesar de o Open Finance ter mais camadas de complexidade por envolver diretamente o compartilhamento de dados financeiros dos usuários.

“Assim que o cliente começar a sentir esses benefícios, acho que vai começar a usar mais o Open Finance. São produtos customizados a partir dessas informações, é um ganha-ganha, para bancos e consumidores terem mais concorrência. Espero que o Open Finance, assim como o Pix, se torne um caminho sem volta, de um sonho distante que a gente nem lembra como era viver sem ele”, reflete Priscila.


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