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O que esperar para 2016?

O que esperar para 2016?

Centro de Inteligência Padrão analisa como deve ser este ano e dá dicas para o varejo crescer 

O pior Natal em dez anos para os shoppings. ?Matrix Reloaded? na Fazenda (alusão do Goldman Sachs à troca de Levy por Barbosa, mentor da desastrosa Nova Matriz Macroeconômica). Elevação das taxas de juros nos EUA. Inflação brasileira em dois dígitos. Recessão cada vez pior prevista para 2016. Perda do grau de investimento brasileiro. O apagar das luzes de 2015 se deu à sombra destas notícias, que já anunciam uma tormenta pavorosa para 2016.

E como se iniciou o novo ano? Turbulência no mercado financeiro chinês, câmbio acima de R$ 4,00, incertezas políticas entre criador e criatura, previsão de mais uma alta nos juros. Só esta última notícia já deve apavorar empreendedores e consumidores. Mais juros, menos crédito, mais aperto. Se o varejo sofreu em 2015, um cenário desolador já está preparado para 2016.

Entretanto, o varejo vive movimentos múltiplos. A despeito das péssimas notícias, existem as boas também. Naturalmente, há aqueles que perdem dinheiro, que fecham portas e demitem, e há aqueles que ganham dinheiro, para quem, aparentemente, não há crise.

A princípio houve (e ainda está ocorrendo) uma readequação do varejo em um ano no qual as receitas entraram em queda livre por causa do encarecimento do crédito, da queda dos rendimentos salariais, do desemprego e endividamento crescentes e das falências sem fim.

A PRINCÍPIO HOUVE UMA READEQUAÇÃO DO VAREJO
EM UM ANO NO QUAL AS RECEITAS ENTRARAM EM QUEDA LIVRE

É natural e esperado, portanto, que as empresas redefinam seus modelos de negócios. Vale ressaltar que este também é o momento de cautela para o empresário varejista. Ainda que a tempestade já tenha começado e esteja piorando, o mar de lama não tenha cessado e os responsáveis sigam impunes (qualquer semelhança entre Brasília e Samarco é mera coincidência), ao empreendedor é necessária a frieza para delinear estratégias e assumir riscos, mas sem necessidade de exposição excessiva.

Revisar modelos de precificação, buscando as melhores oportunidades para ampliar sua margem (ou sacrificando-a de modo a expandir seu mercado), com base nas premissas de seu negócio, e ver qual a estratégia que melhor se adapta são caminhos para os varejistas. Revisão de custos, de planos de expansão, cuidado ao adquirir ativos (muitos varejistas estão com o caixa apertado), diversificar o público-alvo da empresa e definir, para cada um, a melhor estratégia. Programas de fidelidade também são uma boa aposta, conservando a base de clientes (o que é mais fácil que conquistar novos). Busca por financiamentos junto ao mercado financeiro também é uma excelente opção àquelas que têm condição de fazê-lo, embora esta ainda seja uma prática pouco comum.

REVISAR MODELOS DE PRECIFICAÇÃO
E VER QUAL A ESTRATÉGIA QUE MELHOR SE ADAPTA
SÃO CAMINHOS PARA OS VAREJISTAS

Em suma, imprescindível ao varejista é a avaliação e reavaliação de seus negócios. Constantemente. O lançamento de um produto, reavaliação das linhas de negócios, venda e compra de ativos, todos devem passar pela apreciação crítica da eficiência na gestão de recursos antes de terem continuidade, e dado o início, investir pesado ou abortar o processo aos primeiros sinais de sucesso ou fracasso da operação.

Também urge ao varejo antecipar os passos do consumidor, cada vez mais crítico e informado acerca dos produtos e serviços, principalmente quando seu bolso segue apertado. Às empresas que ainda podem investir, urge o uso de tecnologias como Analytics e Big Data. Há uma profusão de dados à disposição, cujo uso inteligente diferenciará players no mercado.

Joseph Schumpeter, em sua obra ?Capitalismo, Socialismo e Democracia?, cunhou a expressão ?destruição criativa?. A inovação, acima de tudo, expurgará do mercado empresas velhas e que mantêm hábitos antiquados em uma economia cada vez mais moderna e disruptiva. E é a isso que todos os empresários devem se atentar, sobretudo do varejo, que tanto dependem dos humores da economia e dos consumidores.

Adaptação, inovação, atenção aos movimentos dos negócios e do mercado: independente das dificuldades, os empreendedores devem seguir mudando. Do contrário, seguirão lamentando e fechando lojas. A duras penas, após sobreviver com base na tentativa e erro aos desastrosos anos 1980 e 1990, os varejistas emergiram mais maduros, no entanto acostumados aos anos de bonança da primeira década do século XXI. E a economia acontece em ciclos: há os momentos bons, há os ruins. É a história, e não adianta esperar mágica deste ou daquele governo. A mudança parte de cada agente, de cada consumidor e, principalmente, de cada empreendedor.

Este é o momento de as empresas colocarem sua maturidade à prova em meio a dificuldades não tão novas por aqui, mas onde qualquer prática responsável, eficiente e mais moderna diferencia e premia aqueles que aprenderam com o passado, fizeram a lição de casa e ousaram além do script convencional.

A MUDANÇA PARTE DE CADA AGENTE,
DE CADA CONSUMIDOR E, PRINCIPALMENTE, 
DE CADA EMPREENDEDOR

*Eduardo Bueno é analisata do CIP – Centro de Inteligência Padrão

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As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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