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O ano das fusões e aquisições

O ano das fusões e aquisições

No Seminário de Investimentos NOVAREJO, especialistas afirmam que pequenas empresas ganham holofotes
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Não importa o cenário econômico, os movimentos de fusões e aquisições continuam em bons ou maus momentos e isso é bom para o varejo. Essa é a conclusão de um dos painéis do Seminário de Investimentos NOVAREJO, que acontece hoje (15), em São Paulo. ?Vivemos os maiores movimentos de entrada de investidores e isso mudou em termos de governança, transparência e qualidade?, disse Alberto Serrentino, sócio da consultoria Varese Retail. ?É um ano mais difícil e definitivamente entramos em um novo ciclo, com ambiente de mercado mais difícil. Se a década mágica foi boa para todo mundo, agora não será para todo mundo. É um cenário que separa as boas empresas das outras?, considera.

Nesse jogo, só entra quem quer ganhar mercado. Por isso, para Felipe Campos, diretor executivo do UBS, o ano é de fusões e aquisições, pois só vai ficar no mercado quem for forte para seguir nas regras cada vez mais rígidas da governança corporativa. ?Seja em mercados de pujança ou de recessão, as fusões e aquisições acontecem. E vimos um recorde de transações no ano passado?, afirma. Em anos recessivos, as movimentações acontecem por conta da maior agressividade dos players. Empresas que não estavam preparadas se veem forçadas a fazer movimentos de aquisição?, avalia. Bom para os fundos de private equity, que têm ganhado cada vez mais espaço no mercado brasileiro.

E nesse cenário quem tem recebido a atenção dos investidores são os negócios de pequeno e médio portes, segundo Richard Lark, managing partner da Endurance Capital Partners. ?Tem muitas oportunidades nesse setor, porque tem muitos subsetores no varejo, tem muita fragmentação. E tem muitas empresas de porte e tamanho razoável que precisam de ajuda para chegar no próximo passo e crescer?, avalia. ?Há muita capacidade de aportar capital e expertise na estratégia de aquisição e fusão para crescimento?, afirma. Segundo o especialista, há uma maior pressão para encontrar caminhos estratégicos para crescer.

Nesse ponto, pequenas empresas do setor de cosmético podem se destacar, acredita Lark. Primeiro porque o Brasil está na terceira posição no ranking de consumo de produtos de beleza, segundo porque a rentabilidade do segmento é boa, mesmo quando o consumo está em baixa. Para Campos, do UBS, o setor farmacêutico segue para uma consolidação, bem como o setor de bens duráveis. Apesar desses setores serem promissores para os fundos, no fim do dia, os investidores analisam empresa por empresa antes de decidirem por investir. O cenário econômico, porém, pode influenciar nos preços das negociações. Mas o que pesa mesmo nesse fator, considera Lark, é muito mais o nível de endividamento das companhias do que o cenário econômico. ?Isso afeta a avaliação dos preços?, diz.

Um dos setores menos promissores no movimento de fusões e aquisições é o de e-commerce. ?Dada a falta de lucratividade, fica difícil de ver transações nesse segmento?, avalia Campos. O que deve acontecer, afirma, é um investimento maior por parte das marcas no canal online para suprir uma necessidade do consumidor de ser atendido em qualquer canal. Embora a movimentação de fusões e aquisições seja certa agora neste ano, nem tudo são flores. Segundo os especialistas, há uma cautela maior por parte dos investidores. ?Nos últimos 18 meses, tenho visto claramente o investidor mais cauteloso do que quatro, cinco anos atrás?, afirma Lark. ?O ano de crise é o ano de fazer o dever de casa, porque as oportunidades com investidor vão aparecer e é preciso estar preparado?, afirma Campos.

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?A próxima agenda é repensar a ação do Estado?

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