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Nova taxa da Netflix está na mira de Procons

Nova taxa da Netflix está na mira de Procons

Órgãos notificaram gigante do streaming por falta de clareza na execução da política de compartilhamento
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A Netflix alterou a política de compartilhamento de login entre usuários que não moram juntos. Na atualização anunciada na semana passada, os assinantes só poderão acessar o conteúdo a partir de uma única localização, enquanto as telas extras custarão R$ 12,90 por mês.

O movimento da gigante do streaming, que já aplicou a nova política em países da Europa, como Portugal e Espanha, e da América Latina, como Argentina e Chile, atraiu o escrutínio de Procons de seis estados do Brasil.

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Os órgãos estaduais enviaram para a empresa notificações — ato administrativo que precede a abertura de um processo, questionandoas incertezas de como serão feitas as novas cobranças.

Se houver possíveis violações do Código de Defesa do Consumidor, o Procon pode multar a companhia ou aplicar outras sanções. A Netflix tem até 20 dias para responder à notificação.

Em São Paulo, o Procon recebeu muitas demandas sobre o tema nas redes sociais, por isso decidiu notificar a Netflix de forma oficial. Segundo o órgão paulista, a companhia precisa explicar o que, de fato, está sendo ofertado aos assinantes.

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O Procon do Paraná também notificou a empresa na semana passada. De acordo com o órgão paranaense, a empresa de streaming não explicou como vai diferenciar o uso regular dos próprios usuários em diferentes aparelhos, como em tablets ou celulares fora de casa.

Se o serviço permite ao assinante assistir ao conteúdo em aparelhos móveis, a empresa não poderia restringir o uso da plataforma a apenas quando o consumidor estiver em casa, afirmou o órgão de defesa do consumidor do Paraná.

No Rio Grande do Sul, o Procon argumentou que o serviço da empresa, por ser de streaming e não de TV por assinatura, pode ser usado onde o consumidor quiser. Por isso, a empresa precisa esclarecer o que deve ocorrer com o acesso em viagens longas ou no caso de clientes que têm mais de um endereço.

O órgão gaúcho ainda disse que vê problemas constitucionais quanto à definição de família, já que seus membros podem ou não residir na mesma casa.

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“Se o serviço é de streaming e o consumidor contrata a possibilidade de utilização de duas telas simultâneas, por exemplo, não cabe ao fornecedor definir qual o grau de parentesco, afetividade e qual o endereço residencial. Afinal, o contrato não é vinculado a um endereço como funciona em uma TV a cabo”, disse Rainer Grigolo, diretor do Procon-RS.

Procons do Maranhão e do Espírito Santo também enviaram notificações semelhantes à empresa. No Rio de Janeiro, a prefeitura de Macaé notificou à Netflix. Em comunicado, o secretário adjunto Gilcimar Prata do órgão de defesa do consumidor da cidade afirmou ser necessário verificar se a nova política fere os direitos do consumidor.



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