Em tempos de responsabilidade social e ESG, de repensar a forma de fazer negócios e de se relacionar, faz sentido ter promoções mirabolantes, patrocinar celebridades alucinantes, fazer campanhas extasiantes, tudo na expectativa de encantar, surpreender, formar opinião, enfim: gerar negócios, fidelizar, vender, vender, vender…
Isso é sustentável? E mais: quem paga esta conta? Será que é o próprio cliente, no valor que já está integrado ao preço dos produtos e serviços? Será que os clientes estão vendo estas iniciativas com bons olhos? Estão valorizando esta forma de relacionamento?
Boa questão ética, filosófica e mercadológica. E polêmica também.
Hoje, pesquisas e estudos já diagnosticaram que, além das necessidades racionais e emocionais, os consumidores — não deveria ser uma novidade! — também têm necessidades sociais, e ficam realizados quando estas necessidades são sanadas ou, ao menos, acalentadas.
Parece distante e abstrato, mas atualize-se: já é um fato.
Um exemplo disso é o ESG rating da Humanizadas. O índice mede e monitora o nível de consciência das organizações, avaliando as Melhores para o Brasil na opinião de múltiplos stakeholders e mensurando níveis de consciência nos negócios, saindo do “ego” para o “eco”.
O quão preparado você está para essa nova realidade, que pelo visto veio para ficar?
O que a sua marca tem feito com foco em consumo consciente, educação cidadã, preocupação com a saúde pública e com o meio ambiente, entre outras questões sociais relacionadas direta ou indiretamente aos seus negócios?
Antes de responder, check list inicial para você
- Com o que seu negócio está conectado?
- Em quais territórios interfere?
- Quais as consequências para o planeta de tudo o que você produz, distribui e descarta?
- Existe um modelo de sistema integrativo?
- Nesta integração, o que está sendo considerado? E o que não?
- Quais os níveis de preocupação com o consumidor? Com o colaborador, com a comunidade? Com o planeta?
- Você está preparado para o lucro social?
As necessidades sociais estão aí, nunca estiveram tão explícitas e são de responsabilidade de todos: desigualdade, desemprego, pobreza, fome, discriminação, intolerância… E as marcas que se atentarem a isso, que fizeram alguma coisa para mudar este cenário estimulando a economia e contribuindo com a sociedade, para além de satisfazer os desejos dos consumidores, terão maiores chances crescer, florescer, frutificar e se perpetuar.

Marina Pechlivanis é fundadora da Umbigo do Mundo e especialista em gift economy e gestão do encantamento.






