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Da The Economist ao professor Pasquale, a versatilidade do Big Mac

Da The Economist ao professor Pasquale, a versatilidade do Big Mac

Criador do sanduíche mais famoso do McDonald's faleceu nesta semana, aos 98 anos. Veja a trajetória de seu sanduíche
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A ideia de Michael Delligatti, um dos milhares de franqueados da rede de lanchonetes McDonald’s nos Estados Unidos, era simples: imitar os sanduíches de dois andares que já faziam sucesso em várias lanchonetes dos arredores à época.

Delligatti, ou Tim, como era conhecido, fez sua versão do lanche adaptada aos ingredientes da rede, acrescentou um molho próprio à base de pepino e começou a oferecer a nova opção em uma das lojas que possuía em Uniontown, uma cidade de 10 mil habitantes no sul da Pensilvânia. Em poucos meses, as vendas haviam crescido 12%.

Em 1968, o McDonald’s adotaria oficialmente o sanduíche em seu cardápio e o levaria a todas as lanchonetes da rede. E assim nasceu o Big Mac.

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Delligatti faleceu na última segunda-feira (28/11), aos 98 anos, em sua casa em Pittsburgh.

Michael “Jim” Delligatti, criador do Big Mac (Divulgação/McDonald's)
Michael “Jim” Delligatti, criador do Big Mac (Divulgação/McDonald’s)

 

Da cozinha à economia
Além de ter se tornado o hamburguer mais famoso do mundo, o Big Mac acabou se tornando também referência no mundo financeiro. Foi o que aconteceu quando a revista britânica The Economist adotou o sanduíche como uma espécie de termômetro do câmbio global – o famoso índice Big Mac, feito anualmente pela publicação desde 1986.

O Índice Big Mac compara o preço do sanduíche, em dólares, em mais de 40 países, e com isso descobre aqueles onde é mais barato e mais caro comê-lo. Mais do que isso, o índice serve para indicar em quais países o dólar estaria sobrevalorizado ou subvalorizado; quer dizer, em quais países a moeda local está valendo mais ou menos do que deveria em relação ao cenário internacional.

Para fazer esse tipo de conta, os economistas precisam comparar o preço de produtos similares em diferentes locais do mundo. Se as economias estiverem em equilíbrio, os preços tendem a ser iguais.

Para isso, nada poderia ser mais perfeito do que o Big Mac: um lanche rigorosamente padronizado, vendido no mesmo tamanho e com os mesmos ingredientes, em estabelecimentos também padronizados, em 119 países diferentes.

O Brasil foi o dono do Big Mac mais caro do mundo por vários anos ao longo da década de 2000, segundo o Índice Big Mac – período que coincide com os anos em que o dólar chegou a valer quase R$ 1,50 por aqui e em que o real estava altamente valorizado.

Nos últimos anos, porém, isso arrefeceu. Hoje o dólar já está mais caro (cerca de R$ 3,40), o real mais barato e o Big Mac brasileiro também. Ainda assim, continua um dos mais caros do mundo: com preço de US$ 4,78, é o 5º da lista, segundo o levantamento mais recente da Economist, de julho deste ano.  Nos Estados Unidos, 4º da lista, custa hoje US$ 5. O Big Mac mais caro do mundo está hoje na Suíça (US$ 6,59), e o mais barato na Ucrânia (US$ 1,57).

Propagandas memoráveis
É também do lanche de Tim Delligatti um dos jingles publicitários mais repetidos dos anos 80 e  90 – “dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial…”

A campanha ganhou vários desdobramentos por anos, como a versão já do final da década de 90 que alçou o professor Pasquale à fama nacional e ensinou definitivamente ao país que o correto, em bom português, é “hamburgueres”.

A pequena canção, no entanto, é baseada em uma versão original em inglês feita nos Estados Unidos ainda na década de 70.

Veja os vídeos:

 

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=zpC-faFaPpY

 

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