Um estudo global da Deloitte revelou que a Inteligência Artificial Generativa (GenIA) já faz parte da rotina profissional de mais de 70% dos Millennials e da Geração Z no Brasil. De acordo com o estudo conduzido pela empresa de consultoria e auditoria que atua em mais de 150 países, 72% dos Millennials (nascidos entre 1983 e 1994) e 70% da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2006) utilizam ferramentas de GenIA em atividades como criação de conteúdo, análise de dados, design, gestão de projetos e desenvolvimento de estratégias.
O levantamento também mostra que 29% dos profissionais dessas faixas etárias já participaram de treinamentos específicos sobre GenIA. Entre os benefícios percebidos, 88% dos Millennials e 89% da Geração Z destacaram a melhora no equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Nove em cada dez entrevistados ainda afirmaram que a tecnologia impulsionou sua produtividade no trabalho.
Apesar do entusiasmo com o uso das ferramentas, há preocupações. Cerca de 61% dos profissionais da Geração Z e 58% dos Millennials manifestaram receio de que a GenIA possa eliminar algumas profissões no futuro. Ainda assim, a maioria acredita que o aprendizado contínuo é essencial para acompanhar as transformações do mercado de trabalho.
“Essas gerações têm buscado mais capacitação em tecnologia para continuar o seu desenvolvimento. E, além disso, se preocupam em conciliar o uso da tecnologia com o conhecimento específico da indústria em que atuam”, afirmou Marcos Olliver, sócio líder de Pessoas e Propósito da Deloitte, ao canal de notícias Times Brasil.
Mais espaço para o humano
A pesquisa também chama atenção para a valorização das chamadas soft skills, como comunicação, empatia e liderança, consideradas fundamentais para complementar o uso da tecnologia nos ambientes corporativos. Além disso, 94% dos entrevistados avaliaram que ter um senso de propósito no trabalho é importante para seu bem-estar e satisfação profissional.
O estudo aponta ainda que 47% dos jovens da Geração Z e 39% dos Millennials se sentem estressados ou ansiosos na maior parte do tempo. E cerca de um terço deles associa o trabalho como uma das principais fontes desse estresse. As expectativas também recaem sobre os empregadores: 35% dos profissionais da Geração Z e 39% dos Millennials esperam que as empresas ofereçam programas internos de aprendizado e liberem tempo durante a jornada de trabalho para treinamentos.
Embora o panorama global seja semelhante, no Brasil o estudo destaca preocupações adicionais com custo de vida, desemprego e mudanças climáticas, reflexo das condições econômicas e ambientais do país.





