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Maxmilhas entra com pedido de recuperação judicial

Maxmilhas entra com pedido de recuperação judicial

Após a crise na 123milhas, a empresa de compra e venda de milhas aéreas protocola pedido com dívida declarada de R$ 226 milhões
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A Maxmilhas, empresa de compra e venda de milhas aéreas, entrou com pedido de recuperação judicial na quinta-feira, 21/9. A empresa declarou uma dívida de R$ 226 milhões no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A Maxmilhas aponta que os efeitos subsequentes ao pedido de recuperação judicial da 123milhas no setor provocou uma queda acentuada nas vendas da empresa. As duas organizações pertencem ao mesmo grupo desde janeiro.

A Maxmilhas declarou que nenhum produto ou serviço, como passagens aéreas e reserva de hospedagens, será suspenso. A empresa afirma que, com o processo de recuperação judicial da 123milhas, sofreu com uma queda no faturamento em um único mês, sendo 70% causado pela diminuição das vendas de passagens áreas e 90% devido às hospedagens.

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Segundo comunicado, o pedido de recuperação judicial tem como objetivo honrar com compromissos assumidos com parceiros, fornecedores e clientes. “A empresa avalia que, desta forma, poderá acelerar a quitação de todos os valores devidos e restabelecer o mais rapidamente possível seu equilíbrio financeiro e operacional”.

A empresa foi fundada em 2013 pelo empreendedor Max Oliveira depois de tentar comprar uma passagem aérea e perceber que, embora o preço tivesse sofrido uma grande alteração, seu valor em milhas não havia mudado. Desde então, a Maxmilhas já vendeu cerca de 12 milhões de viagens no Brasil.

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A crise na 123milhas

No dia 29/8, a 123milhas entrou com um pedido de recuperação judicial com uma dívida declarada de R$ 2,308 bilhões. No dia 18 do mesmo mês, a empresa cancelou as emissões de passagens e pacotes de sua linha promocional, o Promo123, sem data definida, afetando viajantes. O produto correspondia a cerca de 5% dos clientes da empresa, entorno de 25 mil consumidores.

A decisão acarretou uma série de notificações de entidades públicas, como o Procon-SP e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Criptomoedas para avaliar e esclarecer o cancelamento, e buscar formas de ressarcir os consumidores prejudicados. Com a diminuição das vendas provocadas pelo cancelamento dos pacotes promocionais, a 123milhas anunciou uma reestruturação interna com a demissão de parte de seus funcionários. Pouco depois, anunciou o pedido de recuperação judicial.

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No dia 20/9, a 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais suspendeu o pedido de recuperação judicial da 123milhas. A suspensão foi solicitada pelo maior credor da empresa, o Banco do Brasil, que possui cerca de R$ 9,71 milhões a receber.

A 123milhas foi fundada em 2016 pelos irmãos Ramiro Julio Soares Madureira e Augusto Julio Soares Madureira, em Belo Horizonte. Em janeiro de 2023, a empresa anunciou uma fusão com a Maxmilhas.



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