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ARTIGO: Seria o marketing o novo enteado das relações públicas?

ARTIGO: Seria o marketing o novo enteado das relações públicas?

O PhD Michael Solomon exemplifica como é importante perceber o papel do consumidor e o poder que possui sob as marcas
Legenda da foto

Quando as pessoas descobriram que colocar balas Mentos dentro de uma garrafa de Diet Coke criava um jato que alcança cerca de 6 metros no ar, mais de 800 vídeos tomaram a internet para documentar as possibilidades vulcânicas. A empresa que fabrica o Mentos recebeu a onda de marketing/publicidade gratuita de braços abertos. Em contraste, os advogados da Coca-Cola inicialmente tentaram derrubar os vídeos da internet. Como já devíamos esperar, esses esforços foram inúteis. Hoje, uma pesquisa no Google por “Diet Coke e Mentos” traz mais de 2.8 milhões de resultados.

Como os profissionais de relações publicas sabem, burburinho é tudo. Hoje, o mercado também sabe disso. Ainda assim, quando ensinamos marketing nas escolas de negócios, as relações públicas são tipicamente uma nota de rodapé. A maioria dos meus colegas gastam metade de uma aula no tópico e seguem em frente para promoção de vendas e outras alternativas de propaganda. Desculpe, mas estou sendo honesto.

O mudou no mercado do marketing?

De qualquer forma, o jogo virou? Você teria que estar vivendo debaixo de uma pedra para não reconhecer que a mídia espontânea tem substituído a mídia paga como um fator chave do comportamento de consumo atual.

A última vez que conferi, encorajar um boca-a-boca positivo era uma coisa muito importante que os times de RP faziam. Mesmo assim, não tenho visto nenhum profissional da indústria ir à frente para afirmar sua importância nas mídias sociais. Você pode facilmente fazer um curso de marketing digital sem encontrar sequer uma menção à indústria de relações públicas.

marketing

Como minha colega Margaret Bruce e eu escrevemos em algum lugar, esse novo mundo digital oferece bênçãos ambíguas. Na revolução horizontal, pessoas comuns possuem o poder de espalhar a palavra (boa e ruim) sobre os produtos, serviços e lojas que chamaram atenção. Como bem sabemos, o impacto é exponencial e incrivelmente rápido. Essa é uma faca de dois gumes, como muitas organizações aprenderam da maneira mais difícil (Estou falando de você, United Airlines).

A marca pertence ao consumidor

A derrocada da revolução horizontal significa que as empresas de marketing não possuem mais a prerrogativa para gerenciar com coerência, onde o objetivo é o de maximizar a consistência do conteúdo da mensagem através dos pontos de contato com o consumidor. A razão dessa mudança é simples mas, ainda assim profunda: as empresas de marketing não mais podem definir suas identidades em primeiro lugar.

Hoje é muito mais realista pensar sobre como gerenciar na anarquia. Empresas – queira reconheçam ou não – já não mandam em suas marcas. Elas a fazem, distribuem e a promovem. Mas agora, os consumidores são quem decidem o que elas significam. Mentos e Coca-Cola aprenderam essa lição, apesar de cada uma ter reagido de forma diferente.

Aqui está o dilema: a organização que empodera massas para espalhar uma mensagem, também renega o controle sobre a mensagem. A batalha épica entre Apple (conhecida por seu punho de ferro controlador sob seus produtos) e o Google (campeão do movimento open source) exemplifica o conflito do paradigma do alto e baixo controle.


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Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

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