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Mais uma vez, planos de saúde estão no topo do ranking de reclamações

Mais uma vez, planos de saúde estão no topo do ranking de reclamações

Em dez anos, apenas uma vez operadoras de planos de saúde escaparam de liderar reclamações dos consumidores, segundo Idec
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O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor divulgou um levantamento sobre os principais motivos de reclamação dos consumidores em 2022. O resultado é que os planos de saúde apareceram no topo do ranking de atendimentos do Idec: 27,9% do total. E isso não é novidade. Em nove dos últimos 10 anos, os serviços prestados pelos planos de saúde apareceram como os mais reclamados pelos consumidores.

As principais queixas dos usuários dos planos são em relação a dúvidas nos contratos, falta de informação e reajustes nos valores cobrados. A Consumidor Moderno conversou recentemente com especialistas que indicaram a falta de transparência e a redução da rede credenciada como dois motivos que também tem levado os consumidores a procurarem a justiça.

A pesquisa do Idec mostra que depois dos planos de saúde, os serviços financeiros são os que aparecem com o maior número de reclamações, sendo responsáveis por 21.,2% dos atendimentos do Instituto em 2022. Dentro desse segmento, o maior número de reclamações se deve a problemas relacionados à segurança das transações bancárias e golpes (20,1%), reclamações sobre cláusulas contratuais (11,4%) e, mais uma vez, a falta de informação (11,1%). As financeiras e bancos já tinham ocupado um lugar de destaque no ranking, em 2021, quando superaram os planos de saúde em números de queixas.

Em terceiro lugar no levantamento dos mais reclamados, mas bem atrás das operadoras dos planos e dos serviços financeiros, aparecem as queixas relacionadas a problemas com produtos em geral (10,9%). Isso inclui reclamações de vício de qualidade, descumprimento de ofertas e descumprimento de cláusulas contratuais.

Os serviços de telecomunicações foram responsáveis por 9,4% dos atendimentos do Idec, ficando na mesma posição no ranking dos mais reclamados em relação a 2021. Vale destacar que, dentro deste segmento, os principais problemas estão relacionados à cobrança indevida (34,8%), vício de qualidade (17,4%) e prática abusiva (12,9%).

A Agência Nacional de Telecomunicações divulgou no início deste mês o Relatório Panorama das Reclamações, em que constatou uma redução no número de reclamações das empresas de Telecom. De acordo com a Anatel, os dados confirmam uma tendência de queda que já vinha sendo observada desde 2021. Segundo o relatório, em 2022, foram registradas 1,73 milhão. Esse número é 22,6% menor que o volume do ano anterior (2,24 milhões).

Entre os serviços prestados pelas empresas de telecomunicação, a queda mais expressiva foi identificada na telefonia fixa, que teve 155 mil reclamações a menos do que em 2021: uma redução de 40%. Essa tendência também acompanha o comportamento dos consumidores, que trocaram telefones fixos por celulares nos últimos anos.

No relatório da Anatel, os principais motivos reclamados pelos consumidores são associados à cobrança (37%). Reclamações sobre a qualidade técnica e o funcionamento do serviço ocuparam a segunda posição, com 18% do total de registros.


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