Pesquisa intitulada “Desvendando o Futuro do Marketing com Inteligência Artificial Generativa”, da FIA Business School, desenvolvida em colaboração pelo LabMKT-FIA, Gaspers.IA, agência F2F e AnaMid, realizada entre fevereiro e junho de 2024, apontou lacunas importantes entre IA generativa e marketing nas organizações brasileiras.
De maneira geral, 35% dos profissionais de marketing consultados na pesquisa recorrem à IA generativa para fins profissionais. Um número significativo, mas que ainda coloca o Brasil em um estágio intermediário em comparação com mercados onde a adoção já ultrapassa 60,70%. “O Brasil está progredindo na adoção de IA no CX, mas ainda tem um caminho a percorrer para alcançar os líderes globais nessa área”, diz Patricia Artoni, professora da FIA Business School.
Segundo a pesquisa, 53% dos profissionais de marketing acreditam que o setor não está adequadamente preparado para adotar e tirar proveito dos avanços da IA generativa, apenas 41% se consideram muito ou extremamente preparados para utilizar essa tecnologia emergente. “A lacuna na preparação e importância da IA generativa no setor de marketing é evidente, apesar do potencial transformador que essa tecnologia oferece”, acrescenta Patricia.
Urgência em investimentos e capacitação
Com expectativas de mudança no quadro de funcionários em áreas de marketing para 51% nos próximos três anos, o estudo aponta que há uma necessidade urgente de investimento em capacitação e desenvolvimento de habilidades em IA para o marketing.
Para 95% dos profissionais pesquisados, o desenvolvimento de competências em IA generativa é crucial para o futuro do marketing, refletindo uma percepção unânime (99%) sobre a importância dessas habilidades para avançar na carreira e (91%) para garantir a relevância no mercado em constante evolução.
Alguns pontos sensíveis em IA foram identificados pela pesquisa, com 44% dos respondentes destacando a preocupação com a violação de privacidade e a proteção de dados. Enfatizando a necessidade crítica de conformidade com regulamentações como a LGPD.
A responsabilidade legal, mencionada por 42% dos pesquisados, também revela uma preocupação com a atribuição de responsabilidade por danos causados pela IA. Outras preocupações incluem o desenvolvimento de conteúdo de baixa qualidade (41%) e o risco de viés em IA (37%), que pode resultar em decisões discriminatórias. “Esses dados sublinham a importância crucial de adotar abordagens cuidadosas e éticas na implementação da IA generativa, garantindo que seu potencial transformador seja realizado de maneira responsável e segura”, avalia Patricia Artoni.
É possível adotar IA de forma efetiva e estratégica?
Apesar desse quadro e seus obstáculos, Patrícia afirma que, sim, é possível adotar IA de forma efetiva e estratégica dentro de uma empresa, desde que haja um planejamento adequado e uma clara compreensão dos objetivos de negócio. “A chave está em identificar áreas específicas onde a IA pode agregar valor. Começar com projetos piloto, medir resultados e fazer ajustes, envolver todos os stakeholders e garantir que os colaboradores estejam preparados para trabalhar com as novas tecnologias”, destaca Patricia.
A especialista frisa que as organizações enfrentam obstáculos multifacetados agora com a IA, e que os dados do estudo sublinham a complexidade do ambiente em que as empresas buscam integrar a IA generativa. “É cada vez mais clara a importância de abordagens estratégicas que considerem tanto os aspectos técnicos quanto humanos”, frisa Patrícia. Para o marketing, ela entende que hoje a criação de conteúdos relevantes e coerentes exige algoritmos avançados e um profundo entendimento do contexto. “No entanto, a diversidade e criatividade do mercado brasileiro oferecem um potencial imenso para soluções de CX baseadas em IA, que podem ser altamente adaptadas às necessidades locais”, finaliza Patricia.
Confira este e outros desafios e oportunidades com dados e IA para CX na próxima edição da revista Consumidor Moderno. Aguarde!






