/
/
Do jogo à economia: o que o Brasil tem a ganhar com as apostas regulamentadas?

Do jogo à economia: o que o Brasil tem a ganhar com as apostas regulamentadas?

Para entender o cenário que está por trás dessa nova onda de entretenimento, a Consumidor Moderno reuniu especialistas e representantes do setor de bets
Para entender o cenário que está por trás dessa nova onda de entretenimento, a Consumidor Moderno reuniu especialistas e representantes do setor de bets
Legenda da foto
Shutterstock
Para entender o cenário que está por trás dessa nova onda de entretenimento, a Consumidor Moderno reuniu especialistas e representantes do setor de bets.

As bets são o assunto do momento. Se por um lado os consumidores se divertem apostando em esportes ou fazendo uma “fezinha” em cassinos online, por outro o mercado assume uma postura receosa – especialmente diante dos recordes de inadimplência anunciados recentemente

Fato é que as bets têm ganhado cada vez mais espaço e, com a aproximação do Copa do Mundo de 2026, devem atrair um volume importante de novos entrantes. Sabendo disso, a Consumidor Moderno promoveu um encontro de especialistas e representantes de diversas casas de apostas para debater a experiência e a proteção desse consumidor que se torna apostador.

Desde a promulgação da Lei nº 14.790/2023, sancionada no final de dezembro do ano passado, essas questões passaram a ser regulamentadas. As novas regras, que entraram em vigor a partir de 1º de janeiro deste ano, exigem que as operadoras obtenham licenças específicas para atuar no Brasil, garantindo maior segurança e transparência para os apostadores – foco das empresas que participaram do evento.

O ponto de virada

Após a aprovação da regulamentação, diversas casas irregulares de apostas foram fechadas. Mas o problema persiste. Sem autorização para funcionamento, esses players oferecem ganhos mais atrativos e, por vezes, deixam de pagar o prêmio conquistado – além de não seguir outras normas para garantir o bem-estar do consumidor.

Nesse sentido, a discussão ressaltou a importância de um ambiente seguro para os usuários, que agora podem realizar suas apostas em plataformas autorizadas, com mais confiança e respaldo legal.

Entre as estratégias apresentadas pelas empresas presentes no evento estão processos inteligentes e mais rigorosos de registro e verificação de identidade para minimizar riscos de fraudes e atividades ilegais, além de treinamento das equipes internas para identificar potenciais ludopatas (pessoas viciadas em jogos) e fomentar o jogo responsável.

Comportamentos de risco

A adoção de tecnologias que monitoram padrões de jogo está se tornando comum. Essas ferramentas têm a capacidade de identificar comportamentos de risco e alertar os usuários quando detectam atividades atípicas, incentivando uma reflexão sobre hábitos de apostas.

Além disso, a obrigatoriedade da presença no Consumidor.gov e da disponibilização de canais de atendimento como ouvidoria e SAC tornam as empresas de bets reguladas acessíveis ao consumidor. Mas elas foram além: investindo em estratégias que garantem um atendimento personalizado, ágil e que se conecta com o cliente, a maioria das empresas presentes no evento possui CSAT acima de 90 (algo raro para a métrica de satisfação do cliente).

A discussão também enfatizou a relevância da educação do consumidor, uma vez que a compreensão das regras e dos mecanismos de proteção disponíveis é fundamental para que os apostadores possam fazer escolhas mais informadas.

As duas faces da regulamentação

Outro ponto discutido foi o impacto econômico da regulamentação, que promete não apenas aumentar a arrecadação de impostos para o governo, mas também incentivar o surgimento de novas tecnologias e investimentos no setor. Em outra frente, a regulamentação traz a oportunidade de desenvolvimento de empregos diretos e indiretos, beneficiando a economia local.

Porém, enquanto as casas autorizadas investem em ferramentas para promover um ambiente de jogo responsável e prevenir comportamentos problemáticos, as que atuam de forma ilegal se preocupam apenas em atrair mais consumidores desavisados. Nesse cenário, a atuação conjunta entre empresas, órgãos públicos e instituições para coibir essa atividade é fundamental.

De acordo com dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas em plataformas reguladas no primeiro semestre de 2025. Este expressivo número representa os usuários que optaram por utilizar os serviços das 76 empresas licenciadas a operar no País, cujas informações são monitoradas diariamente pelo Sistema Geral de Gestão de Apostas (Sigap). Nesse ínterim, a regulamentação não apenas proporciona um cenário mais seguro para os apostadores, mas também visa coibir práticas fraudulentas e proteger os direitos dos consumidores.

Durante o encontro, foram discutidas diversas estratégias para garantir que os consumidores estejam informados sobre seus direitos e as oportunidades disponíveis no mercado de apostas. Entre os participantes, foi unânime que um ambiente mais ético e responsável, no qual a proteção do consumidor é priorizada, será benéfico para empresas do setor, consumidores e sociedade em geral.

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

Hospitais, restaurantes e contact centers avaliam os desafios do fim da escala 6x1 e os impactos sobre custos, atendimento e produtividade
Nem todo setor consegue trabalhar menos: os desafios do fim da escala 6x1 para operações contínuas
Hospitais, restaurantes e Contact Centers avaliam como reorganizar equipes, absorver custos e manter a qualidade dos serviços
Ação civil pública contra a XP reacende debate sobre COEs, transparência, dever de informação e compreensão de produtos financeiros pelos investidores.
Quando um investimento parece uma coisa, mas é outra
Ação civil pública contra a XP reacende debate sobre COEs, transparência, dever de informação e compreensão de produtos financeiros pelos investidores
Aumento de preço nem sempre é abuso. Entenda quando um reajuste pode violar o Código de Defesa do Consumidor e quais são seus direitos.
Apple aumenta preços: Quando um reajuste pode ser considerado abusivo?
Quando um aumento de preço é abusivo? Entenda o que diz o Código de Defesa do Consumidor
Entenda o que é o Banco Nacional de Celulares com Restrição, como ele funciona e o que muda para quem compra ou vende celulares usados.
O que o Banco Nacional de Celulares com Restrição muda para o consumidor?
Nova plataforma do Governo Federal reúne informações sobre celulares roubados ou furtados e permitirá consultas preventivas antes da compra
SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]


Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Golpe da falsa central bancária ganha novos disfarces Fim da Jornada 6×1 O seu @ será o novo contato Protocolo pode virar prova na Justiça