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Itaú alerta sobre riscos de alugar contas bancárias e roubo de biometria

Itaú alerta sobre riscos de alugar contas bancárias e roubo de biometria

Criminosos oferecem dinheiro para movimentar recursos de terceiros e também podem usar dados pessoais para abrir contas sem autorização
Foto: Shutterstock
O Itaú Unibanco alerta para golpes que oferecem dinheiro em troca do aluguel de contas bancárias, utilizadas por criminosos para movimentar recursos de fraudes. O banco também chama a atenção para o uso indevido de dados pessoais e biometria na abertura de contas sem autorização. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 2,26 milhões de ocorrências de estelionato em 2025, alta de 429,8% em relação a 2018. A prevenção inclui evitar compartilhar dados bancários, não movimentar valores de origem desconhecida e utilizar o BC PROTEGE+, serviço gratuito que permite restringir a abertura de contas em nome do titular.
  • O Itaú Unibanco alerta para golpes que oferecem dinheiro em troca do aluguel de contas bancárias.
  • O banco também chama a atenção para o uso indevido de dados pessoais e biometria na abertura de contas sem autorização.
  • Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 2.261.055 ocorrências de estelionato em 2025, alta de 429,8% em relação a 2018.

Ofertas de dinheiro fácil nas redes sociais podem esconder um esquema de fraude bancária. O Itaú Unibanco alerta para anúncios que prometem remuneração em troca do uso de contas bancárias de terceiros. A prática pode transformar os titulares em intermediários na movimentação de dinheiro obtido por meio de golpes, além de expô-los a consequências financeiras e legais.

Conhecidas como contas de passagem, essas contas são usadas para receber e transferir recursos entre diferentes titulares, dificultando o rastreamento do dinheiro e a recuperação dos valores pelas vítimas. Em alguns casos, os criminosos também utilizam documentos, dados pessoais e registros biométricos obtidos de forma enganosa para tentar abrir contas sem o conhecimento dos titulares.

O alerta ocorre em meio ao avanço dos crimes patrimoniais no País. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 2.261.055 ocorrências de estelionato em 2025, considerando modalidades tradicionais e digitais. O número representa alta de 429,8% em relação a 2018. O levantamento estima ainda que 15,8% da população com mais de 16 anos, cerca de 26,3 milhões de pessoas, tenha sido vítima de algum golpe no período analisado.

“Quando alguém disponibiliza a própria conta em troca de remuneração, permite que ela seja utilizada para movimentar dinheiro obtido por meio de golpes e fraudes e se expõe a consequências financeiras e legais. Também é importante proteger os dados pessoais e a biometria para evitar que criminosos tentem abrir contas sem o conhecimento da vítima”, afirma Ana Leda Guedes Tavares, superintendente de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco.

Além de compartilhar a conta, quem fornece cartões, senhas, tokens ou acesso ao aplicativo bancário pode facilitar a movimentação de recursos ilícitos. A depender das circunstâncias e do grau de participação, o titular pode responder nas esferas civil e penal.

Já as vítimas que descobrem a abertura indevida de uma conta em seu nome podem enfrentar dificuldades para comprovar que não realizaram as operações associadas à fraude.

Como identificar abordagens suspeitas?

A recomendação é de atenção a propostas que ofereçam pagamento pelo empréstimo, aluguel ou venda de contas bancárias, assim como por receber e transferir valores em nome de terceiros. Pedidos para movimentar dinheiro cuja origem não esteja clara também devem ser tratados com cautela.

Outro sinal de alerta são as solicitações inesperadas de documentos, fotos, vídeos ou reconhecimento facial. Sob o pretexto de atualizar cadastros ou liberar benefícios, criminosos podem tentar obter informações que facilitem a abertura de contas ou outras operações fraudulentas.

A orientação é não compartilhar dados de acesso bancário, não movimentar recursos de origem desconhecida e evitar o envio de documentos ou registros biométricos em resposta a contatos não solicitados. Em caso de suspeita, a recomendação é interromper a conversa e procurar os canais oficiais da instituição envolvida.

“Quanto mais barreiras houver nesse caminho, menor será a capacidade dos criminosos de movimentar o dinheiro”, afirma Ana Leda.

Serviço gratuito do BC permite bloquear abertura de contas

Uma ferramenta adicional de prevenção é o BC PROTEGE+, serviço gratuito do Banco Central que permite registrar a decisão de não abrir novas contas nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros.

Com a proteção ativada, as instituições financeiras devem respeitar a restrição até que o próprio usuário a desative. O serviço está disponível na área logada do Meu BC e exige uma conta gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas habilitada.

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