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IA na publicidade é salvação ou ameaça a criatividade humana?

IA na publicidade é salvação ou ameaça a criatividade humana?

Dois terços das agências de publicidade brasileiras já adotam algum tipo de ferramenta de IA em sua rotina de criação e planejamento

Estamos consumindo o tempo todo informações das marcas, graças ao bombardeio de estímulos com que somos impactados, seja nas redes sociais, sites, televisão, aplicativos de música ou rádio. Propagandas, anúncios, produções animadas e influencers digitais, são uma fatia cheia para o mercado de publicidade que trabalha incansavelmente para que as marcas grudem na nossa cabeça. Na busca feroz pela atenção do consumidor, as agências de publicidade avançam rapidamente com o uso da inteligência artificial. Não à toa, esse mercado mais do que nunca se apresenta em sua melhor fase.

A pesquisa VanPro – considerada um importante termômetro dos negócios e gestão das agências – mostrou que 80% das agências apontaram estabilidade ou crescimento de receita (valor recebido pelas agências, excluídos os investimentos dos anunciantes), sendo que 27,5% cresceram mais de 30% no primeiro semestre de 2023 em comparação ao mesmo período de 2022.

Para o próximo ano, mais da metade das agências de publicidade acreditam em um bom cenário. Nesse contexto, a inteligência artificial está impulsionando a criatividade, além é claro da eficiência nas agências, sendo que 63% das agências já adotavam esses recursos, mais do que o dobro do percentual registrado no ano anterior que era de 31%.

Entre as agências que viram suas receitas aumentarem, 60% delas experimentaram um crescimento significativo de 10% a 30%. Isso equivale a aproximadamente 27,5% do total das 354 agências de 20 Estados e do Distrito Federal que foram entrevistadas. Esse aumento significativo de receita mostra que essas empresas foram capazes de se adaptar e inovar em um ambiente de negócios em constante mudança.

O especialista e mentor de agências Igor Moraes acredita que o cenário é um reflexo da crescente busca por qualificação. “O mercado digital está sempre oferecendo oportunidades para que os profissionais da área possam estruturar os seus serviços da melhor forma possível. Essa preocupação com o aprendizado permite que os empresários, por exemplo, tenham um olhar diferenciado para a sua receita”, explica.

Leia mais: Regras para o uso de IA mudam futuro de Hollywood

Inteligência Artificial e a estratégia da publicidade

Com a ascensão das redes sociais, aplicativos de streaming, e-commerce e mecanismos de busca, as marcas precisam ser cada vez mais criativas para se destacarem em meio a essa avalanche de dados. Nesse cenário, surge a Inteligência Artificial como uma estratégia poderosa para alcançar os consumidores em potencial e criar uma conexão emocional com eles.

A IA tem se destacado na capacidade de automatizar tarefas rotineiras e oferecer insights, permitindo que publicitários concentrem seu tempo e energia em tarefas mais estratégicas e criativas. Ela não apenas economizou tempo, mas também pode contribuir para a inovação e a qualidade dos serviços.

Ainda segundo a pesquisa, a Inteligência Artificial no trabalho criativo apresenta excelentes avanços, com quase dois terços das agências já utilizando este tipo de tecnologia para apoiar as entregas criativas.

De acordo com o coordenador do curso de publicidade da UNASP, Flávio Salcedo é extremamente importante equilibrar o uso da IA com a própria criatividade humana, para garantir que as agências de publicidade não dependam exclusivamente da IA e continue a cultivar suas habilidades criativas pessoais. “Quando utilizada de maneira responsável, a IA é uma ótima ferramenta. Contudo, ao utilizar a inteligência artificial para criar um projeto, você abre mão de desenvolver a sua criatividade para que a IA o faça”, acrescenta Salcedo.

A Inteligência Artificial generativa permite maior personalização para as campanhas publicitárias, dando agilidade no desdobramento das peças, que é feito de forma automatizada.

Para Leonardo Jakubauskas, sócio da Overview e criador da plataforma Context2, acredita que com o uso da IA generativa a taxa de conversão desses anúncios aumenta, em relação às demais ferramentas de segmentação.

“As equipes criativas criam peças originais e impactantes para o lançamento de uma campanha, mas é comum surgirem entraves na hora de obter formatos e tamanhos diferentes para os espaços publicitários disponíveis no ambiente online – e é nesse momento que se perde muito tempo”, defende. “Ela garante agilidade na adaptação dos conteúdos, torna-os mais relevantes para o usuário e, assim, aumenta a efetividade da campanha”.

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Regulação agências de publicidade

A publicidade digital e a coleta de dados de usuários alcançaram novos patamares com a Inteligência Artificial, o que permitiu evoluir a maneira como as empresas promovem produtos e serviços. No entanto, esse avanço tecnológico também levantou questões éticas essenciais que merecem atenção.

Um caso recente envolvendo o uso de IA e ética, foi a propaganda produzida em comemoração aos 70 anos da Volkswagen no Brasil que utilizou uma técnica conhecida como “deepfake”, que faz montagens realistas com rostos de pessoas e reuniu Elis Regina, morta há 40 anos, com sua filha Maria Rita em um comercial. Essa atividade acabou colocando uma questão reflexiva sobre o limite da tecnologia em campanhas de publicidade.

Em Hollywood, após a segunda maior greve das categorias de cinema, um acordo envolvendo sindicatos e produtoras ganhou um novo capítulo na história ao estabelecer regras para o uso de IA na produção de filmes e séries.
Muitos acreditam que a IA não deveria ser usada para criar obras literárias, e essa classificação é baseada em princípios que buscam preservar os direitos autorais dos escritores e manter a integridade da criação artística.

“O grande erro é pensar que a inteligência artificial pode fazer todo o trabalho por você. Não que não possa, mas você estará abrindo mão também de uma oportunidade para se tornar melhor na profissão”, finaliza o professor da UNASP.



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