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4 cenários possíveis para o futuro com IA generativa

4 cenários possíveis para o futuro com IA generativa

Estudo da seguradora MAPFRE avalia os impactos da tecnologia no uso cotidiano, no comportamento da sociedade, e nas interações humanas.
Ilustração de um robô humanoide em uma paisagem de metrópole.
Ilustração de um robô humanoide em uma paisagem de metrópole.
Foto: Shutterstock.

A Inteligência Artificial (IA) esteve presente em nossas vidas há algum tempo, mas com a chegada da IA generativa os usuários conseguiram aplicar essa ferramenta no dia a dia. Bastou apenas alguns meses para que a tecnologia dominasse os centros de conversas de todas as áreas dos negócios e fosse motivo de exploração por especialistas, futuristas e profissionais das áreas mais distintas.

A MAPFRE, seguradora na América Latina, realizou uma análise para apresentar quatro cenários possíveis em que a IA generativa poderia impactar a sociedade até 2029, além de traçar um estudo no relatório “Explorando o Futuro: o papel das seguradoras em uma sociedade marcada pela IA generativa”, no qual destacou o papel que o setor segurador poderia desempenhar neles.

O relatório teve base em entrevistas com especialistas de diferentes áreas: desde a tecnologia até sociologia e economia. Em cada contexto, a empresa analisou áreas como saúde, mobilidade, cibersergurança, a relação entre pessoas e de usuário, formas de lazer, educação ou possíveis regulamentações.

Cenários possíveis

Cenário 1: “Caminho ao homo sapIAns”

Neste cenário, a IA generativa é uma tecnologia transformadora e totalmente acessível, com uma regulamentação muito permissiva. Sua adoção é massiva, com múltiplos casos de uso e interações sem atritos com os usuários, graças à naturalidade e à proximidade dos participantes.

Os assistentes virtuais estarão cada vez mais inteligentes e o seu nível de conversação será tão elevado que para algumas pessoas e, em algumas circunstâncias, interagir com máquinas será mais fácil e confortável do que a interação humana.

Não tão distante da realidade hoje, o relatório aponta que as pessoas exigirão cada vez mais imediatismo e se tornarão menos pacientes, especialmente as gerações mais jovens. Nesta situação, as interações interpessoais vão sendo gradativamente reduzidas. A opção de ter bichinhos virtuais, amizades ou parceiros românticos estarão em alta e as pessoas encontrarão neles uma verdadeira fonte de afeto.

Além disso, haverá uma magra consciência do alto impacto psicológico de sua utilização onipresente, o que está gerando uma homogeneização de pensamento e polarização, e elevada dependência ao nível individual.

Cenário 2: “Você se lembra do hype da GenAI?”

Nesse cenário, no ano de 2019, a tecnologia terá melhorado gradualmente, mas a um ritmo significativamente mais lento do que nos primeiros anos, sem muito mais espaço para melhorias. O relatório prevê que a tecnologia não atingiu os níveis de qualidade e autonomia previstos pela maioria dos gurus, nem foram resolvidas muitas das ineficiências dos modelos iniciais.

Na esfera pessoal, a adoção tem sido elevada. Nos próximos anos, o relatório destaca que as pessoas continuarão a usar IA generativa. Ferramentas de texto, imagem e áudio são muito úteis, no entanto, já saberemos quais funções podem nos ajudar. No nível corporativo, a adoção será gradual. A produtividade e as capacidades aumentarão com a utilização de assistentes específicos, mas seu elevado custo e erros frequentes limitarão a utilização generalizada de soluções integradas nas empresas.

Aqui, a IA generativa é uma tecnologia amadurecida, sem elevados fluxos de financiamento e com altos custos de uso (semelhante ao que acontece atualmente, início de 2024). Sua adoção é orientada, principalmente, à produtividade, com uma interação limitada que impõe uma barreira para seu uso.

Há também uma grande conscientização sobre suas funcionalidades. Outro dado destacado nesse cenário possível no relatório é que as empresas terão desencorajado sua utilização, pois não se trata de uma tecnologia que gere expectativas por si mesma, mas sim um facilitador relevante no desenvolvimento de outras tecnologias disruptivas.

Cenário 3: “Procura-se antídoto para o caos”

Aqui o relatório prevê que regulamentação estará bastante restritiva e limitará o potencial de desenvolvimento tecnológico da IA generativa, incrementando os custos de uso, restringindo os casos de uso viáveis, bloqueando a adoção pelas empresas e desencorajando o uso doméstico.

Outro ponto curioso traçado no relatório aponta para um possível e grande conscientização sobre os efeitos psicológicos do uso da tecnologia, prevalecendo certa preferência pela interação humana em relação às máquinas, especialmente no atendimento ao cliente.

Daqui a cinco anos, a forte adoção gerará uma situação de crescimento econômico, onde a reciclagem de capacidades e conhecimentos laborais é uma necessidade corporativa, mas levará tempo a ser implementada. Neste contexto, surgirá um debate sobre a possível necessidade de um novo sistema de redistribuição de rendimentos baseado no aumento da tributação e na aprovação de um Rendimento Básico Universal.

Cenário 4: “Titãs tecnológicos”

Há um alto ritmo de desenvolvimento controlado por uma pequena seleção de big techs que moderam a cadência de lançamentos de acordo com suas necessidades. Neste contexto, ocorre uma alta adoção pelas empresas e pelos indivíduos, com a alta compatibilidade com outras tecnologias do ecossistema dessas Big Tech. Evidencia-se uma transição efetiva profissionalmente e irritação com o acúmulo de poder por parte dessa seleção de empresas.

Para José Antonio Arias, Chief Innovation Officer na MAPFRE, todos estes cenários retratam realidades extremas, embora dentro do campo das possibilidades, de acordo com as perspectivas reunidas durante a pesquisa. “Na MAPFRE não avaliamos a probabilidade de que eles aconteçam, apenas mencionamos que são possíveis e que sua combinação configurará a realidade marcada pela evolução da GenAI”.

Linhas de ação para o setor segurador

Nestes quatro cenários possíveis, novos riscos emergem e alguns preexistentes são exacerbados pela proliferação da IA generativa. A ideia do relatório é também conscientizar o setor segurador a reformular iniciativas que gerem impactos positivos na sociedade.

A MAPFRE propõe uma série de ações, como:

  • Reforçar a proteção cibernética devido ao aumento dos ciberataques sofisticados;
  • Promover o uso responsável da IA generativa para mitigar riscos de desempenho, regulamentação e vieses;
  • Aprimorar a saúde e a saúde mental, utilizando a IA para melhorar o atendimento médico e a experiência do paciente, enquanto previne problemas associados ao uso de tecnologia;
  • Desenvolver novas formas de relacionamento com os clientes, utilizando a IA para criar produtos e serviços mais personalizados;
  • Combater a fraude com ferramentas que detectem falsificações de imagens, áudios e vídeos;
  • Investir no treinamento de equipes, capacitando especialistas em GenAI e áreas correlatas, bem como profissionais de ciências sociais e humanidades, para assegurar um desenvolvimento responsável da IA.

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