
A iniciativa Boti Recicla, criada em 2006 pelo Grupo Boticário, convida os consumidores a levar as embalagens de produtos que estão vazias aos 4 mil pontos de vendas. Com isso, é possível trocar os recipientes por descontos, criando uma nova forma de vender e fidelizar o consumidor da marca. Além disso, a proposta busca incluir o cliente no programa de sustentabilidade do Grupo.
Além de receber embalagens de produtos das marcas do Grupo Boticário, os pontos de venda e coleta também aceitam recipientes de outras marcas. E, a depender da característica de cada material, eles podem retornar para as embalagens. Quanto aos cuja circularidade é inviável pela característica técnica, são desenvolvidas outras vias. Uma delas é a loja contêiner – um conceito sustentável com 100 pontos de vendas do País –, que leva uma tonelada de materiais.
Existe ainda o Eco Chapa, desenvolvido em parceria com a Mão Colorida para substituir o MDF nos mobiliários das lojas com materiais de menor reciclabilidade transformados. “Reaproveitamos mesmo o material que não é circular e damos uma nova destinação, uma solução correta do resíduo”, destaca Luis Meyer, diretor de ESG do Grupo Boticário.
Boti Recicla Store
Dentro do programa, a unidade do O Boticário da Rua dos Pinheiros, em São Paulo, recebeu a Boti Recicla Store. A ação, que durou um final de semana, recebeu 700 pessoas e conseguiu juntar mais de uma tonelada de resíduos. Posteriormente, a devolução das embalagens resultava em créditos – que poderiam ser trocados por produtos ou experiências – para os consumidores.
“A marca convida o consumidor a participar da jornada”, reforça Meyer.
Segundo o executivo, os produtos recolhidos nos pontos de venda são direcionados para 14 cooperativas parceiras. E, hoje, o objetivo é tornar o programa mais robusto e parte da jornada de consumo. “Para que o ato de consumir o produto, no ato da interação direta com a marca, não termine na loja ou no ponto de venda, mas que ele possa retornar depois para dentro”, explica.
Extinto
Outro exemplo foi o lançamento do Extinto. O perfume – que não está disponível para os consumidores – foi criado a partir de plantas que existem na Baía de Guanabara. O produto lembra o cheiro original do local e alerta quanto a poluição da região. Basicamente, a mensagem era: se não preservar, vai acabar.
“Tem algo que pode ser extinto se não fizermos nada. Mostramos a importância do consumidor nesse processo, de escolher marcas que fazem algo além do seu negócio. E ali, a Baía de Guanabara tem uma área que é preservada pelo movimento Viva Água da Fundação Grupo Boticário, que é um movimento que olha para mananciais críticos para o abastecimento de grandes cidades”, relata.
A partir dessas iniciativas, o Grupo Boticário está criando novas experiências de consumo para um público antenado e mais consciente.
*Fotos: Assessoria / Shutterstock.com





