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O que a geração Z acha do BBB?

O que a geração Z acha do BBB?

Apesar de registrar quedas na audiência, o reality show se reinventou para cativar o público mais jovem.
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Os jovens da geração Z não se importam pelo o que a TV aberta mostra? Programas de grande sucesso como o Big Brother Brasil impactam esse público? De acordo com o Pew Research Center, a geração Z abrange todas as pessoas nascidas entre 1996 e 2010. Nativos digitais, esse grupo sequer se lembra de como era a vida antes da internet e das redes sociais. Contudo, o meio digital não é exclusivo nesta geração: eles também veem TV e ouvem rádio – ainda que em menor frequência.

Um relatório divulgado em 2021 pela Kantar IBOPE Media aponta que 76% da geração Z consome internet e TV ao mesmo tempo. Essa característica de uma geração hiperconectada traz impactos diretos na forma como esse público se relaciona, consome e usa as mídias. Assim, programas de TV como o Big Brother Brasil estão mais sujeitos à superexposição online. Ou seja, mesmo com a baixa audiência na TV aberta, o BBB consegue chamar a atenção dos jovens e fazer sucesso nas mídias digitais.

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Comportamento ativo é característico de quem acompanha o reality show

Luiz Menezes, especialista em creator economy e CEO da Trope, empresa de consultoria que cocria soluções de negócios com a Geração Z, comenta que existem diferentes comportamentos e percepções sobre Big Brother Brasil hoje em dia: “Há alguns anos, os participantes do programa iam para o confinamento como completos anônimos. Hoje, a partir do momento que o nome sai na mídia, todo mundo já sabe sobre a vida do participante. A casa de vidro, que aconteceu neste ano, é um exemplo disso. Os participantes foram muito elogiados ou muito criticados mesmo antes de entrarem na casa”.

Mas o comportamento da geração Z não é apenas o de espectador. Uma das características deste grupo é o desejo de fazer a diferença no mundo, e esse traço também pode ser observado no programa: “Grande parte da Geração Z começou a curtir conteúdos do passado desses participantes. Inclusive, encontraram publicações racistas e comentários duvidosos, fazendo com que os participantes fossem rejeitados instantaneamente”, pontua Luiz Menezes.

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Engajamento nas redes sociais é o ponto forte do BBB

Como forma de agradar ao novo público, o especialista em creator economy considera que o Big Brother Brasil adotou regras jurídicas mais brandas em relação ao copyright da Globo.

“Antes, os perfis online eram advertidos por utilizar conteúdos de direito autoral do Grupo Globo. Mas desde o ano passado, entendeu-se que existe um acordo mútuo de parceria estratégica entre os perfis de criadores de conteúdo do programa e o próprio BBB. Não é mais sobre consumo no ao vivo. A geração Z consome por outras maneiras, então existe essa parcimônia para que os criadores falem sobre o reality show de forma que traga benefícios para a Globo. É claro que existem regras e requisitos mínimos, porém, hoje já é algo menos problemático”.

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Se engana quem acredita que o programa é rejeitado pelo público mais jovem

Para o especialista, com os recursos e avanços das redes sociais, o Big Brother Brasil deixou de ser um entretenimento exclusivo da televisão, sendo consumido em variados formatos e difundido por diferentes meios e canais, principalmente pela internet: “O BBB é um dos assuntos mais comentados do Brasil no Twitter todos os dias desde a estreia. No primeiro mês, arrematou 20,9 milhões de tweets, se tornando o programa mais comentado do mundo. Aliado a isso, o Big Brother Brasil é o produto mais assistido do Globoplay, representando cerca de 75% do que é consumido dentro da plataforma, de acordo com dados do Google Analytics. Ou seja, a preferência pela plataforma também pode explicar a queda na audiência da televisão”.

Em relação às marcas patrocinadoras, hoje é possível ver uma grande quantidade de ações e campanhas transmídias do BBB em diversos lugares. “As lojas de patrocinadores recebem ações de marketing e as marcas, além do próprio programa, interagem mais com quem acompanha o BBB pelos meios digitais. Isso faz com que o público se torne uma peça ativa na tomada de decisão, porque a audiência do BBB passou a ser muito mais ouvida e possui uma proximidade muito maior com a direção do programa, o que permite que os consumidores fiquem mais cativados”, complementa Luiz Menezes.

Outro ponto de destaque são os criadores de conteúdo exclusivos do Big Brother Brasil. “Existem pessoas que passam a noite, seja sozinho ou em equipe, assistindo e registrando todas as movimentações do programa. No Twitter, o perfil Tracklist (muito conhecido entre a geração Z) cria diariamente threads dedicadas ao que aconteceu nas madrugadas do BBB. Com isso, o público em geral não precisa mais acompanhar o programa tão de perto.



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